sexta-feira, 13 de março de 2009

Mascaras

O vento sopra lento, fresco quase sereno.
Vem com calma, com uma certa suavidade pronta pra abalar.
Pra tentar derrubar, transtornar os mais convictos e sinceros sentimentos.
Trás verdades quase inquestionáveis
De que após ele arrastar e ir embora
Ira deixar as mentiras expostas aqui
Feridas abertas e incuráveis.
A chuva vem violenta como uma noticia do final de certos tempos
Não vai haver cura ou desculpas para tantas palavras escondidas.
Nem portas que levarão para outros novos caminhos...
O veneno que corre hoje nas veias é fruto, da obsessão.
Fruto da ética, do respeito e da consagração de tantos segredos falsos.
O caminho é escrito e desenhado a cada passo,
A cada caminhada uma nova estrada.
A cada nova estrada uma renuncia.
E a cada sinuosa e nova pergunta.
Uma nova mascara que cai...
E expõe uma nova face que assusta.