domingo, 6 de janeiro de 2013
SOLDADOS DO GUETO
COTIDIANO DIFICIL
PLATOON
OUTRA SAIDA
DPR PART 2
BOM DIA VIETNÃ
A QUEM EU DEVO MEU RESPEITO
ENTÃO SOCIEDADE
VIVÃO NA GUERRA
VLHC
Aquele Salve pros parceiro e os aliado …aqui é o dpr ta ligado .
EM 2012. Nois ta no corre atras do ouro e nao do bronze...
PRO OLHO DO MUNDO MAIS UM LOKO VAGABUNDO
POETA? ARTISTA? DELINQUENTE OU TERRORISTA? MEU PONTO DE VISTA MAIS UM MANO ATIVISTA
DA VIDA DURA
LOKA HARDCORE
ESSA É MINHA CRENÇA
A NOSSA SENTENÇA
É VIDA DURA DO PROTESTO A RESISTÊNCIA
VIM BATE DE FRENTE
COM AS TRETAS QUE NOS OPRIME
SE ISTO FOR CRIME
PODE TRAZER AS ALGEMAS ...
QUE AQUI SÓ TEM MALOKEIRO CONTRA TEU LEMA
SÓ VIDA LOKA QUE CHEGA MUDANDO O TEMA
CIDADE TRISTE
CONCRETO MATA
ENGOLE QUEM NÃO RESISTE...
SOU MAIS UM REVOLTADO QUE ANDA NA CONTRA MÃO
QUE O TEU SISTEMA
TENTOU MAS NÃO MATOU
NÃO SOU UM VICIADO NEM DETENTO
QUE O TEU SISTEMA
CORROMPEU E APRISIONOU
EU TENHO UM GATILHO EM MINHA MENTE
TO PRONTO PRA BATER DE FRENTE
E DESCARREGAR O TAMBOR
PLOW PLOW
CARA A CARA COM O INIMIGO
MIRO NO PEITO DE QUEM
ATRASA MEU CAMINHO
O EFEITO CONTRÁRIO QUE A MISÉRIA CRIOU...
A LÓTUS QUE CRESCEU EM MEIO AOS TESTES E AO TERROR.
QUE SAIU DO LIXO SE REGENEROU E SE ARMOU
DEIXOU DE SER CAÇA...
PRA SER CAÇADOR
CLICK CLACK POW POW
NÃO EXISTE MAIS RAZÃO
PRA CONTINUAR ACEITANDO
O QUE DA MERDA DO TEU PRATO ESTA SOBRANDO.
FOI INSTITUIDA A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA.
PRA ALFORRIAREM,
MAIS UM IRMÃO EM VIATURA.
DE QUEBRADA PORCO FARDADO
ASSINOU
TEU ABEOUS CORPUS EM VALA CLANDESTINA
COM A MESMA ARMA QUE MATA
SEJA EM SÃO PAULO NO IRAQUE OU NA PALESTINA....
PRONTO PRA AÇÃO
PROSSIGO NA MINHA MISSÃO
FIRMAO...
INFORMAÇÃO AO INVÉZ DE CONDENAÇÃO
SOLDADO ARMADO DO ESQUADRÃO PERIFERIA
QUE TEM
REALIDADE E FACÇÃO DE ARTILHARIA...
QUADRILHA DE BUMBO E CAIXA
OS MALOKA FAZENDO RACHA
TOMANDO RUAS E PRAÇAS
PRA TUA DECEPÇÃO
A INDUSTRIA BÉLICA DA FUNÇÃO,
TA NO CORRE...SEMPRE A MILHÃO
RIMANDO A REVOLUÇÃO...
PRA NÓIS TEM DROGAS ... TEM
TEM PÉ DE PATO... TEM
TEM VAGABUNDAS É EU SEI QUE TEM
E AQUI SÃO POUCOS QUE CHEGAM PRA TE AJUDAR
MAS TEM UMA PAH DE PILANTRA PRA VIM ATRASAR
UMA PAH DE TRETA CANALHAS E INTRIGAS PRA FÉ TESTAR
ENTAO QUEM SE HABILITA A VIM TENTAR PARAR?
EU VO TE ADIANTAR NEM VAI CONSTAR
ESSA É MINHA CRENÇA A NOSSA SENTENÇA
ISSO É OQ LIVRA OS IRMÃO DA PENITENCIA
ESSA É MINHA CRENÇA
A NOSSA SENTENÇA
É VIDA DURA DO PROTESTO A RESISTENCIA
ESSA É MINHA CRENÇA
A NOSSA SENTENÇA
ISSO É OQ LIVRA OS IRMÃO DA PENITENCIA
ESSA É MINHA CRENÇA
A NOSSA SENTENÇA
É VIDA DURA DO PROTESTO A RESISTENCIA
É VIDA DURA LOKA HARDCORE
É VIDA DURA LOKA HARDCORE
É VIDA DURA LOKA HARDCORE
É VIDA DURA LOKA HARDCORE
CRIME E CASTIGO
CRIME E CASTIGO
A CENA SE REPETE EM MAIS UMA PORTA DE BANCO
E ALI ME ENCONTRO JOGADO CHÃO
JA TO PERDIDO NO TEMPO QUE HORAS SÃO?
TRÊS HORA EM PONTO
MINHA MEMÓRIA TA CURTA
JA NÃO SEI
PQ EU ME ENCONTRO NESTA SITUAÇÃO
FOI POR FEIJÃO, NAO SEI...
POR UM MILHÃO? TALVEZ
FOI PRA REMÉDIO OU APENAS CONSAGRAÇÃO?
NOTAS DE CEM E EU VI, QUE E O DINHEIRO ENVENENOU MAIS UM MUHAMMAD ALI
POR UM INSTANTE NA MINHA MENTE VEIO
UM SENTIMENTO FRUSTRANTE...SEM JÓIA E SEM DIAMANTE,
CADE MINHA GLÓRIA?
FICOU NA PORTA GIRATÓRIA
TO ARREPENDIDO E SEM VITÓRIA
AGORA É TARDE DEMAIS .....PLAU! PLAU!.....
PRA COMEÇAR A PENSAR EM VOLTAR A TRAS
OLHE A TUA VOLTA
NÃO TEM ANJO DA GUARDA OU ESCOLTA
CADE TEUS MANOS QUE COLAVAM NA TUA BOTA?
SÓ ACENDERAM E TE DEIXARAM COM O ESTOPIM
NÃO FOI O FUTURO QUE MINHA MÃE SONHOU PRA MIM ,
Ó FMZ EU VIM, SÓ QUE O MEU PRESSENTIMENTO ERA RUIM...
AGORA FILHO REZA QUE TUA VIDA CHEGA AO FIM
"QUEM NÃO SE ENQUADRAR VAI PAGAR CARO
VAI SER TRANCADO NO SISTEMA CARCERARIO
QUEM NÃO SE ENQUADRAR VAI SER FICHADO
INTITULADO TERRORISTA REVOLTADO"
FIZ 26, FIQUEI GUARDADO TIPO UNS 3,
NÃO SEI O QUE É TRAMPO A QUASE 6
MENTE ÓCIOSA O SISTEMA BATE PALMA
O CAPETA TE DA O BRAÇO
PRA SUGAR ATÉ TUA ALMA
MÃOS PRO ALTO, NÃO É CENA DE CINEMA,
É MATÉRIA ENSANGUENTADA PRO ARROMBADO DO DATENA
EMPRESÁRIO NO CATIVEIRO, É OQUE DA IBOPE
PRO PATROCINADOR QUE VENDE DETERGENTE OU ESQUEIRO
SE NÃO CHEGAR LOGO O REGATE
NEM A S.W.A.T. VAI TE LIVRAR DO LIXEIRO
EU TO COM UM PLANO, E NAO ADIANTA PASSAR PANO
VAMO TOMAR O MUNDÃO DE ASSALTO, E DIVIDIR SÓ COM OS MANOS
FUI ALTUADO MAS NÃO VOU PAGAR MINHA PENA
SOU MAIS UM FILHO RENEGADO DO SISTEMA
DESDE PIVETE DE HK E COM CAPUS
CUSPI NA CRUZ E NA PALAVRA DE JESUS
TEM UM RETRATO FALADO
MEU NO INFERNO,
PREFIRO AS RUAS MAIS QUE ESCOLA E QUE CADERNO
O DIABO DEU A LETRA DE TODO TEU CIRCUITO INTERNO
PRA EU TER CARRO, CASA PRÓPRIA E UM BELO TERNO
QUEM NÃO SE ENQUADRAR VAI PAGAR CARO
VAI SER TRANCADO NO SISTEMA CARCERARIO
QUEM NÃO SE ENQUADRAR VAI SER FICHADO
INTITULADO TERRORISTA REVOLTADO
QUEM NÃO SE ENQUADRAR VAI PAGAR CARO
VAI SER TRANCADO NO SISTEMA CARCERARIO
QUEM NÃO SE ENQUADRAR VAI SER FICHADO
INTITULADO DELINQUENTE VICIADO
VARIOS MANOS TAO LUTANDO, ALGUNS JA SE RECUPERANDO
O FODA É VER NA MINHA CARA,
UMA PAH DE PORTA SE FECHANDO
A TRETA GRANDE NEGO É MEMO OLHAR PRO LADO
E VER O CAIXÃO DO ULISSES SENDO FECHADO
PROS COMBATENTES DA GUERRAS COTIDIANA
NÃO TEM PATENTES
NEM MUITO MENOS DIPLOMA
CRUCIFICADO ESTA TEU CARMA NO 12
NOS BECOS DE UMA FAVELA
PROS BOY O MEDO COMEÇA NA TUA TELA
VIDA REAL NÃO É IGUAL O COMERCIAL DA TUA NOVELA
EU VOU CONTAR ATÉ TRES
VOCE APERTA O BOTÃO COM A TUA OPÇÃO...
NUMERO 1 : VOCÊ ME QUER CATANDO LATA, ENGRAXANDO OS DE GRAVATA OU CATANDO RESTO NO CHÃO,
PRA QUEM SABE UM DIA EU NA REVOLTA, DRIBLANDO A TUA ESCOLTA E ALVEJANDO TEU CORAÇÃO...
NUMERO 2: O TEMPO TA SE ESGOTANDO, QUEM SABE SEJA MELHOR
EU DE CAPUS E UMA CROMADA
NA MISSÃO NA TUA QUEBRADA INVADINDO A TUA MANSÃO
TERCEIRA OPÇÃO NÃO QUERO MAIS SAIR COMO VILÃO
QUERO CANETA E PAPEL DE MUNIÇÃO
E MICROFONE ENGATILHADO NA MINHA MÃO
AINDA DE QUEBRA RESPEITO, ME DAR ACESSO.... ALIMENTO E EDUCAÇÃO...
PRA CADA CASTELO ERGUIDO
COM O SANGUE DE UM MANO EXCLUIDO
ESCUTO A VOZ DA REVOLTA
EM MEIOS AOS ESCONBROS DE UM FUGITIVO
OS BOY ME OLHA SE APAVORA E CHORA
OUTRO´RA QUILOMBOS IMPLORA
DE QUEM É A VEZ DE RIR AGORA?
HOJE É BRASIL, FAVELA FUZIL
CADE OS CUZÃO QUE ME EXCLUIU
PLOW PLOW...
FOI PRA PUTA QUE PARIU
SUBIU
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Como vai seu mundo?
Eu tenho um plano
De montar um time este ano
Ou melhor dizendo será uma bela equipe...
Só os melhores, que pratiquem o amor
Que não apenas se encontrem nos dias de calor
Mas também nos dias frios e nublados
Quero vossa companhia por todas horas para conversas longas
ou para simplesmente jogarmos dados
Do altar de nossa senhora,
Aos terreiros de umbanda de minha quebrada
Quero vestido bonito, babado de renda e fita bordada
Olhar colorido e sempre brilhante...não existe outro algum semelhante
Exijo sim mas lhe oferecerei sempre, semblante alegre
Uma vida contente, e a tristeza sera inimiga da gente
Não prometo anel de brilhante, só possuo alguns livros em minha estante
Não viverei minha vida toda em apenas um instante
Pois saber que por 30, 40 ou 60 anos poderei levar-te adiante
E verei teu sorriso que para este pobre e envelhecido poeta sera sempre tal como um diamante...
De montar um time este ano
Ou melhor dizendo será uma bela equipe...
Só os melhores, que pratiquem o amor
Que não apenas se encontrem nos dias de calor
Mas também nos dias frios e nublados
Quero vossa companhia por todas horas para conversas longas
ou para simplesmente jogarmos dados
Do altar de nossa senhora,
Aos terreiros de umbanda de minha quebrada
Quero vestido bonito, babado de renda e fita bordada
Olhar colorido e sempre brilhante...não existe outro algum semelhante
Exijo sim mas lhe oferecerei sempre, semblante alegre
Uma vida contente, e a tristeza sera inimiga da gente
Não prometo anel de brilhante, só possuo alguns livros em minha estante
Não viverei minha vida toda em apenas um instante
Pois saber que por 30, 40 ou 60 anos poderei levar-te adiante
E verei teu sorriso que para este pobre e envelhecido poeta sera sempre tal como um diamante...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
...
Não importa quão triste seja a canção..
O que importa a todos nós é saber que és fato
Ela ira apunhalar mais um coração
Irá atormentar uma imensa multidão
Fazer barulho e infortúnio, vai trazer solidão
E não é simplesmente uma canção
Trás consigo uma lição de vida,
De momentos que não foram considerados em vão...
O que importa a todos nós é saber que és fato
Ela ira apunhalar mais um coração
Irá atormentar uma imensa multidão
Fazer barulho e infortúnio, vai trazer solidão
E não é simplesmente uma canção
Trás consigo uma lição de vida,
De momentos que não foram considerados em vão...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Cuidemos
"Antes mesmo de nos tornarmos o passado de nosso presente
Nos tornaremos nostalgia ou uma pequena fotografia
Temáticas de livros, pensamentos de passados remotos,
Seremos a própria história, ou apenas uma breve memória...
Da novela que nós mesmos encenavamos, dos livros que liamos
Dos sonhos que costumavamos sonhar,
esperemso então e acreditemos
Que aquelas fotografias já passadas um dia não seremos nós...
Cuidemos então para que no dia que ficarmos a sós não temamos a solidão
Ou os vultos das prateleiras dentre os livros velhos,
Ou a duvida de termos feito ou não da melhor forma
Em cada minuto, em cada instante...
Antes de virarmos apenas mais um retrato escostado numa estante..."
Nos tornaremos nostalgia ou uma pequena fotografia
Temáticas de livros, pensamentos de passados remotos,
Seremos a própria história, ou apenas uma breve memória...
Da novela que nós mesmos encenavamos, dos livros que liamos
Dos sonhos que costumavamos sonhar,
esperemso então e acreditemos
Que aquelas fotografias já passadas um dia não seremos nós...
Cuidemos então para que no dia que ficarmos a sós não temamos a solidão
Ou os vultos das prateleiras dentre os livros velhos,
Ou a duvida de termos feito ou não da melhor forma
Em cada minuto, em cada instante...
Antes de virarmos apenas mais um retrato escostado numa estante..."
Década de 80/90
A GENTE TINHA TUDO PRA DAR ERRADO
DESDE PIVETES CORRENDO NA RUA
COM O CHINELO ESTOURADO, ALGUNS TINHAM CANIVETES
OUTROS CANELAS CINZENTAS, SEM CAMISETAS, ROUBANDO AMORAS.
JOGANDO BOLA NA CALÇADA PEDINDO AGUA NAS PORTAS
RINDO O TEMPO INTEIRO, DISCUTINDO OU CHUTANDO FORMIGUEIRO
A GENTE TINHA TUDO PRA DAR ERRADO
SEM MUITA COISA NA BARRIGA SE METENDO A TODO TEMPO EM BRIGA
DESDE PIVETE PASSANDO O DIA INTEIRO EM FLIPERAMAS PEDINDO FICHA
EM CONVERSAS QUE FALAVAM DE ESQUEIRO, DE NEVOEIRO, DE QUEM ERA BICHA
DO TIROTEIO, DA VIDA LONGE DAS DELIMITAÇÕES DE NOSSAS RUAS,
DE COMO SERIA BOM SE TIVESSEMOS DINHEIRO PRA IR NO PASSEIO DO COLÉGIO
DE COMO SERIA BOM SE A GAROTA BONITA DA CLASSE FALA-SE NEM QUE FOSSE
PRA NEGAR O DOCE QUE COMPRAVAMOS COM AS ECONÔMIAS DAS MOEDAS QUE SOBRAVAM DAS COMPRAS
QUE MAL COMPLETAVAM OS ARMÁRIOS DE NOSSAS CASAS
DAS OBJEÇÕES DE NOSSAS MÃES SOLTEIRAS, ARRUMADEIRAS, LAVADEIRAS, GUERREIRAS...
DOS OLHARES DE REPREENDIMENTO... ELA SÓ DE OLHAR DAVA FRIO NA ESPINHA
NAQUELE MOMENTO SABIAMOS QUE ERRADO ESTARIAMOS SEMPRE POR MAIS QUE FIZESSEMOS TUDO CERTO...
A GENTE TINHA TUDO PRA DAR ERRADO
ENTRE PAIS E TIOS ALCOÓLATRAS,
ENTRE TRETAS E QUEDAS, PONTOS E SANGUE NA FACE, PEDIDOS DE DESCULPAS, DESILUSÕES...
CRESCEMOS, MAS A GENTE TINHA TUDO PRA DAR ERRADO...
MAS ESCOLHEMOS FAZER MELHOR DO QUE TUDO AQUILO QUE CRESCEMOS VENDO
CRESCEMOS NÃO SÓ NAS BARBAS, NO PESO, NAS ATITUDES... CRESCEMOS MAIS CEDO CONCORDAMOS
VENDO AMIGOS PARTINDO, FAMILIARES MORRENDO, AMORES SE PERDENDO
A ESCOLA FICANDO PARA TRAS, O SONHO DE ALGUNS TERMINANDO DE CARA COM A POLICIA NADA AMENA
DAQUELA CENA NÃO ESQUECEMOS...DE VER ALGEMADtO O MELHOR JOGADOR DE BOLINHAS DE GUDE DA RUA
NÃO ESQUECEREMOS DE NOSSA ESCOLHA DE FAZER AQUILO QUE NOSSAS MÃES SEMPRE PEDIA
DIZIA QUE SER MALOQUEIRO NÃO ERA NADA BOM
JÁ É OITO HORAS! MELHOR ENTRAR...NÓS ENTRAMOS MAIS TARDE SEMPRE É CLARO,
POR MAIS QUE NEGASSEMOS MALOQUEIROS ÉRAMOS...
A GENTE TINHA TUDO PRA DAR ERRADO, MAS A GENTE DEU CERTO
E FELIZES SOMOS POR MESMO TENDO TUDO PRA DAR ERRADO FIZEMOS O CORRETO...
NO MOMENTO QUE PRECISAVAMOS FAZER A MELHOR ESCOLHA NÓS A FIZEMOS...
DESDE PIVETES CORRENDO NA RUA
COM O CHINELO ESTOURADO, ALGUNS TINHAM CANIVETES
OUTROS CANELAS CINZENTAS, SEM CAMISETAS, ROUBANDO AMORAS.
JOGANDO BOLA NA CALÇADA PEDINDO AGUA NAS PORTAS
RINDO O TEMPO INTEIRO, DISCUTINDO OU CHUTANDO FORMIGUEIRO
A GENTE TINHA TUDO PRA DAR ERRADO
SEM MUITA COISA NA BARRIGA SE METENDO A TODO TEMPO EM BRIGA
DESDE PIVETE PASSANDO O DIA INTEIRO EM FLIPERAMAS PEDINDO FICHA
EM CONVERSAS QUE FALAVAM DE ESQUEIRO, DE NEVOEIRO, DE QUEM ERA BICHA
DO TIROTEIO, DA VIDA LONGE DAS DELIMITAÇÕES DE NOSSAS RUAS,
DE COMO SERIA BOM SE TIVESSEMOS DINHEIRO PRA IR NO PASSEIO DO COLÉGIO
DE COMO SERIA BOM SE A GAROTA BONITA DA CLASSE FALA-SE NEM QUE FOSSE
PRA NEGAR O DOCE QUE COMPRAVAMOS COM AS ECONÔMIAS DAS MOEDAS QUE SOBRAVAM DAS COMPRAS
QUE MAL COMPLETAVAM OS ARMÁRIOS DE NOSSAS CASAS
DAS OBJEÇÕES DE NOSSAS MÃES SOLTEIRAS, ARRUMADEIRAS, LAVADEIRAS, GUERREIRAS...
DOS OLHARES DE REPREENDIMENTO... ELA SÓ DE OLHAR DAVA FRIO NA ESPINHA
NAQUELE MOMENTO SABIAMOS QUE ERRADO ESTARIAMOS SEMPRE POR MAIS QUE FIZESSEMOS TUDO CERTO...
A GENTE TINHA TUDO PRA DAR ERRADO
ENTRE PAIS E TIOS ALCOÓLATRAS,
ENTRE TRETAS E QUEDAS, PONTOS E SANGUE NA FACE, PEDIDOS DE DESCULPAS, DESILUSÕES...
CRESCEMOS, MAS A GENTE TINHA TUDO PRA DAR ERRADO...
MAS ESCOLHEMOS FAZER MELHOR DO QUE TUDO AQUILO QUE CRESCEMOS VENDO
CRESCEMOS NÃO SÓ NAS BARBAS, NO PESO, NAS ATITUDES... CRESCEMOS MAIS CEDO CONCORDAMOS
VENDO AMIGOS PARTINDO, FAMILIARES MORRENDO, AMORES SE PERDENDO
A ESCOLA FICANDO PARA TRAS, O SONHO DE ALGUNS TERMINANDO DE CARA COM A POLICIA NADA AMENA
DAQUELA CENA NÃO ESQUECEMOS...DE VER ALGEMADtO O MELHOR JOGADOR DE BOLINHAS DE GUDE DA RUA
NÃO ESQUECEREMOS DE NOSSA ESCOLHA DE FAZER AQUILO QUE NOSSAS MÃES SEMPRE PEDIA
DIZIA QUE SER MALOQUEIRO NÃO ERA NADA BOM
JÁ É OITO HORAS! MELHOR ENTRAR...NÓS ENTRAMOS MAIS TARDE SEMPRE É CLARO,
POR MAIS QUE NEGASSEMOS MALOQUEIROS ÉRAMOS...
A GENTE TINHA TUDO PRA DAR ERRADO, MAS A GENTE DEU CERTO
E FELIZES SOMOS POR MESMO TENDO TUDO PRA DAR ERRADO FIZEMOS O CORRETO...
NO MOMENTO QUE PRECISAVAMOS FAZER A MELHOR ESCOLHA NÓS A FIZEMOS...
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Queria sim eu contar alguma história jamais escutada antes.
Tirar o folego do caro leitor por alguns instantes...
Porem repetitivo ainda o sou.
E o nobre título de escritor minha poesia negou
Só careço de saber onde os pássaros costumam morada fazer
Pois um beija flor me prometeu uma amada flor trazer.
Simples, bonita e cheia de cor.
Sem medo do amor, ou do odor do amanhecer
Sem medo do que possa vir a acontecer,
Ou se o dia possa vir a escurecer
E os longos anos nos fazer envelhecer...
E se perceber que o tempo passou esqueça,
E não se aborreça.
Por não nos ver mais a andar atras daquela flor...
Tirar o folego do caro leitor por alguns instantes...
Porem repetitivo ainda o sou.
E o nobre título de escritor minha poesia negou
Só careço de saber onde os pássaros costumam morada fazer
Pois um beija flor me prometeu uma amada flor trazer.
Simples, bonita e cheia de cor.
Sem medo do amor, ou do odor do amanhecer
Sem medo do que possa vir a acontecer,
Ou se o dia possa vir a escurecer
E os longos anos nos fazer envelhecer...
E se perceber que o tempo passou esqueça,
E não se aborreça.
Por não nos ver mais a andar atras daquela flor...
terça-feira, 12 de maio de 2009
...
Acordo de um sono leve e recordo-me de um sonho
Que é sempre o mesmo estou em uma estrada,
Cheia de buracos e curvas que não conheço até o presente momento
Sinto-me estranho como se estivesse fugindo de minha cela
Sinto por ter deixado talvez em ti alguma seqüela
Procuro alguma razão pra mais tarde voltar para ela
Enxergo teus olhos e digo a ti:
-A porta esta aberta siga também tua vontade não te preocupes se haverá o mais tarde...
Que é sempre o mesmo estou em uma estrada,
Cheia de buracos e curvas que não conheço até o presente momento
Sinto-me estranho como se estivesse fugindo de minha cela
Sinto por ter deixado talvez em ti alguma seqüela
Procuro alguma razão pra mais tarde voltar para ela
Enxergo teus olhos e digo a ti:
-A porta esta aberta siga também tua vontade não te preocupes se haverá o mais tarde...
Um anjo
Um anjo vindo de céus distantes
Caído bem ali em meio aos bons e aos maus
Entre os que julgam e os que são réus
Ele vem junto às novas naus
Há um boato, de que este anjo de você esqueceu!
Há rumores que por estes dias ele vem nos ver
Talvez seja ele alguém que nunca mereceu
Viver as margens dos lagos de sorrisos sem poder nadar sorrindo ali também sem sofrer
Talvez verdade até seja.
Ele vem mesmo nos ver.
Derrepente ele venha mesmo sem avisar,
Sem que saibamos se devemos ou não acreditar.
Pois pecadores que somos, e apenas oradores.
Não compreendemos as dores destes anjos
E fiel orador que sou, orar irei.
Para que faças boa viajem, e aproveitarei,
Para encomendar sorrisos e alegrias,
Pra levar pra longe as lagrimas.
E trazer contigo novas fantasias
Pra alegrar aqui nossas vidas.
Caído bem ali em meio aos bons e aos maus
Entre os que julgam e os que são réus
Ele vem junto às novas naus
Há um boato, de que este anjo de você esqueceu!
Há rumores que por estes dias ele vem nos ver
Talvez seja ele alguém que nunca mereceu
Viver as margens dos lagos de sorrisos sem poder nadar sorrindo ali também sem sofrer
Talvez verdade até seja.
Ele vem mesmo nos ver.
Derrepente ele venha mesmo sem avisar,
Sem que saibamos se devemos ou não acreditar.
Pois pecadores que somos, e apenas oradores.
Não compreendemos as dores destes anjos
E fiel orador que sou, orar irei.
Para que faças boa viajem, e aproveitarei,
Para encomendar sorrisos e alegrias,
Pra levar pra longe as lagrimas.
E trazer contigo novas fantasias
Pra alegrar aqui nossas vidas.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
POEMA
Os poemas se auto-escrevem no ar, nas flores, na porta de um bar, dentro de um lar ou na rua sob a luz do luar.
Eles são tal como os gatos malandros sem morada certa pra descansar...De muro em muro, pichados nos cantos escuros ou abraçados aos mendigos das ruas.
Ele vaga, navega, trafega e procura o melhor poeta, o que mais sofre, o que mais sorri, o que menos espera por ele...
O que sempre diz: “já morri...”.
Encontrado o manipulador da pena, o brincalhão das palavras...
Cá começa o poema a lhe ditar as frases e os versos para serem alinhados.
Ajustados.
O poeta nada bobo logicamente se põe a escutar e a manuscrever, a recitar e a dar corpo aos que nascem. As crianças da noite, perdidas sem pai nem mãe sem papel ou pedra, madeira ou papiro...Pinta passo a passo o quadro poético que antes estava feio e sem moldura, que antes era somente alma, palavras sem cama, amante sem dama.
Tem poema que quer falar de amor, tem, poema que gosta de dor, vingança, desconfiança, medo, escândalo, doença, desilusão, descrença, fala da rua, da alegria da cura, de tempos remotos, de épocas de rebeldia...Nostalgia...
Eu cá comigo prefiro os que tratam da vida, os que exaltam os momentos em que somente ela se destaca não a vida alheia, mas a vida que semeia alegria.
Eles são tal como os gatos malandros sem morada certa pra descansar...De muro em muro, pichados nos cantos escuros ou abraçados aos mendigos das ruas.
Ele vaga, navega, trafega e procura o melhor poeta, o que mais sofre, o que mais sorri, o que menos espera por ele...
O que sempre diz: “já morri...”.
Encontrado o manipulador da pena, o brincalhão das palavras...
Cá começa o poema a lhe ditar as frases e os versos para serem alinhados.
Ajustados.
O poeta nada bobo logicamente se põe a escutar e a manuscrever, a recitar e a dar corpo aos que nascem. As crianças da noite, perdidas sem pai nem mãe sem papel ou pedra, madeira ou papiro...Pinta passo a passo o quadro poético que antes estava feio e sem moldura, que antes era somente alma, palavras sem cama, amante sem dama.
Tem poema que quer falar de amor, tem, poema que gosta de dor, vingança, desconfiança, medo, escândalo, doença, desilusão, descrença, fala da rua, da alegria da cura, de tempos remotos, de épocas de rebeldia...Nostalgia...
Eu cá comigo prefiro os que tratam da vida, os que exaltam os momentos em que somente ela se destaca não a vida alheia, mas a vida que semeia alegria.
segunda-feira, 30 de março de 2009
GIGANTE.
Lá se vai distante o gigante...
E leva consigo em vossa bagagem histórias das vossas glórias e vitórias
Deixa com os teus, grandes saudades de teus atos de nobre errante.
Vais a andar por outros caminhos e a desbravar as estradas de terra que o levarão ao teu lar,
Lá vai ele sem titubear, sem medo do que a estrada nova pode não lhe mostrar.
Deixastes aqui grandes escudeiros, simples tal como ele!
De sangue vermelho, sem armaduras, mas nobres guerreiros.
Estes fiéis sonhadores um dia foram dados como ébrios,
Mas o medo dos cemitérios.
Os fizeram reatar com a sobriedade que a vida a vós da.
E lá se vai, lá longe a caminhar, o gigante que um dia nos fizera cantar.
Muitas vezes calar, muitas vezes pensar, e lutar.
Principalmente lutar.
Lá se vai, notado no horizonte a levar aos montes batalhas vencidas, guerras indefinidas.
Talvez para as ilhas, vais agora morada plantar no sertão ou perto do mar.
Outros de tua companhia vão se agradar...
Sabe-se bem que deixara aqui a flor da lembrança e os botões da esperança a desabrochar
Um dia destes, ele há de voltar, para novas plantações em ti realizar.
E a colheita contigo fazer das memórias boas que estão sempre a florescer.
E leva consigo em vossa bagagem histórias das vossas glórias e vitórias
Deixa com os teus, grandes saudades de teus atos de nobre errante.
Vais a andar por outros caminhos e a desbravar as estradas de terra que o levarão ao teu lar,
Lá vai ele sem titubear, sem medo do que a estrada nova pode não lhe mostrar.
Deixastes aqui grandes escudeiros, simples tal como ele!
De sangue vermelho, sem armaduras, mas nobres guerreiros.
Estes fiéis sonhadores um dia foram dados como ébrios,
Mas o medo dos cemitérios.
Os fizeram reatar com a sobriedade que a vida a vós da.
E lá se vai, lá longe a caminhar, o gigante que um dia nos fizera cantar.
Muitas vezes calar, muitas vezes pensar, e lutar.
Principalmente lutar.
Lá se vai, notado no horizonte a levar aos montes batalhas vencidas, guerras indefinidas.
Talvez para as ilhas, vais agora morada plantar no sertão ou perto do mar.
Outros de tua companhia vão se agradar...
Sabe-se bem que deixara aqui a flor da lembrança e os botões da esperança a desabrochar
Um dia destes, ele há de voltar, para novas plantações em ti realizar.
E a colheita contigo fazer das memórias boas que estão sempre a florescer.
quarta-feira, 18 de março de 2009
LETRAS MAIÚSCULAS E ASTERISTICOS
Já faz um tempo que a pena em conversa com o papel
Recobrava as memórias e cogitara uma carta escrever-te
Pra lhe questionar como estas a viver e a sonhar.
Como andas a brincar, se já fazes de teus dias passos felizes a passear.
Mas ambos pensaram que talvez seria melhor nada fazer.
Pois ainda nem chegara o anoitecer...
E ambos sabiam que tu sempre chegavas há estas horas para com eles ter.
Pensaram em talvez te ligar, mas melhor refletiram,
E consentiram em deixar a esta atroz vontade passar.
Pois muitas horas ainda haveriam de passar.
Até tu voltar a querer escrever, prosas, cantos e versos com eles até o amanhecer.
Sabem bem que o tempo ira transformar.
A saudade e a angustia em lembranças boas tal como som das ondas do mar.
Sabem que ela, a saudade,
Nada trará de volta, o que se perdeu se foi nos braços das memórias.
Nas graças dos desentendimentos, e dos maus dizeres...
Mas pelo menos aprenderam a cultivar novas e raras flores para se defenderem.
Granadas, facas e estopins em seus jardins.
Sabe-se claramente que algo ali floresceu.
Uma rosa, uma adaga ou uma flecha.
Das três qualquer uma ajudar-vos-iam a vencer
Este triste incomodo, este sobro baixo do arrependimento.
Que leva a esta guerra sem trégua que faz a todo tempo imaginar
Se não existisse o sofrimento do pensar,
Em como seria,
Se tudo fosse diferente de como o foi,
Isto nem a Esfinge ou a poesia poderia responder...
Mas quem sabe com a sabedoria do tempo e do viver
Respostas um dia,
Poderão vir a ter...
Recobrava as memórias e cogitara uma carta escrever-te
Pra lhe questionar como estas a viver e a sonhar.
Como andas a brincar, se já fazes de teus dias passos felizes a passear.
Mas ambos pensaram que talvez seria melhor nada fazer.
Pois ainda nem chegara o anoitecer...
E ambos sabiam que tu sempre chegavas há estas horas para com eles ter.
Pensaram em talvez te ligar, mas melhor refletiram,
E consentiram em deixar a esta atroz vontade passar.
Pois muitas horas ainda haveriam de passar.
Até tu voltar a querer escrever, prosas, cantos e versos com eles até o amanhecer.
Sabem bem que o tempo ira transformar.
A saudade e a angustia em lembranças boas tal como som das ondas do mar.
Sabem que ela, a saudade,
Nada trará de volta, o que se perdeu se foi nos braços das memórias.
Nas graças dos desentendimentos, e dos maus dizeres...
Mas pelo menos aprenderam a cultivar novas e raras flores para se defenderem.
Granadas, facas e estopins em seus jardins.
Sabe-se claramente que algo ali floresceu.
Uma rosa, uma adaga ou uma flecha.
Das três qualquer uma ajudar-vos-iam a vencer
Este triste incomodo, este sobro baixo do arrependimento.
Que leva a esta guerra sem trégua que faz a todo tempo imaginar
Se não existisse o sofrimento do pensar,
Em como seria,
Se tudo fosse diferente de como o foi,
Isto nem a Esfinge ou a poesia poderia responder...
Mas quem sabe com a sabedoria do tempo e do viver
Respostas um dia,
Poderão vir a ter...
terça-feira, 17 de março de 2009
Chove chuva, poesia sem parar...
A poesia se iguala às chuvas
De quando em quando pingam algumas gotas
De manhã, a tardezinha ou com o cair da noite.
Mas às vezes passam dias sem chover, e sem poema fazer.
Passam-se semanas e a inspiração nem vem saber
Se as coisas vão bem por aqui, e nem vai se surpreender.
Ao saber que nada floresceu ali, pois faz tempo que choveu.
Mas nem é de todo impossível compreender
Porque poemas ninguém mais leu.
No momento não há ventos nem tormentos
Nem duvidas nem lamentos...
Os amantes se foram, disseram o que havia nada mais para dizer.
Nem ficaram mais sob a luz da lua...
Naquela mesma rua.
Todas as promessas silenciosas foram quebradas
Pelas trovoadas.
Parece verão, às vezes faz aquele sol de cegar a visão.
E no final do dia a chuva vem sem compaixão
E os poetas escrevem seus contos e poemas no fundo
Das celas de tua prisão.
De quando em quando pingam algumas gotas
De manhã, a tardezinha ou com o cair da noite.
Mas às vezes passam dias sem chover, e sem poema fazer.
Passam-se semanas e a inspiração nem vem saber
Se as coisas vão bem por aqui, e nem vai se surpreender.
Ao saber que nada floresceu ali, pois faz tempo que choveu.
Mas nem é de todo impossível compreender
Porque poemas ninguém mais leu.
No momento não há ventos nem tormentos
Nem duvidas nem lamentos...
Os amantes se foram, disseram o que havia nada mais para dizer.
Nem ficaram mais sob a luz da lua...
Naquela mesma rua.
Todas as promessas silenciosas foram quebradas
Pelas trovoadas.
Parece verão, às vezes faz aquele sol de cegar a visão.
E no final do dia a chuva vem sem compaixão
E os poetas escrevem seus contos e poemas no fundo
Das celas de tua prisão.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Mascaras
O vento sopra lento, fresco quase sereno.
Vem com calma, com uma certa suavidade pronta pra abalar.
Pra tentar derrubar, transtornar os mais convictos e sinceros sentimentos.
Trás verdades quase inquestionáveis
De que após ele arrastar e ir embora
Ira deixar as mentiras expostas aqui
Feridas abertas e incuráveis.
A chuva vem violenta como uma noticia do final de certos tempos
Não vai haver cura ou desculpas para tantas palavras escondidas.
Nem portas que levarão para outros novos caminhos...
O veneno que corre hoje nas veias é fruto, da obsessão.
Fruto da ética, do respeito e da consagração de tantos segredos falsos.
O caminho é escrito e desenhado a cada passo,
A cada caminhada uma nova estrada.
A cada nova estrada uma renuncia.
E a cada sinuosa e nova pergunta.
Uma nova mascara que cai...
E expõe uma nova face que assusta.
Vem com calma, com uma certa suavidade pronta pra abalar.
Pra tentar derrubar, transtornar os mais convictos e sinceros sentimentos.
Trás verdades quase inquestionáveis
De que após ele arrastar e ir embora
Ira deixar as mentiras expostas aqui
Feridas abertas e incuráveis.
A chuva vem violenta como uma noticia do final de certos tempos
Não vai haver cura ou desculpas para tantas palavras escondidas.
Nem portas que levarão para outros novos caminhos...
O veneno que corre hoje nas veias é fruto, da obsessão.
Fruto da ética, do respeito e da consagração de tantos segredos falsos.
O caminho é escrito e desenhado a cada passo,
A cada caminhada uma nova estrada.
A cada nova estrada uma renuncia.
E a cada sinuosa e nova pergunta.
Uma nova mascara que cai...
E expõe uma nova face que assusta.
quinta-feira, 12 de março de 2009
DIA CHUVOSO
São alguns barulhos que fazem isto,
Não tem nada haver com o silêncio
Mas com o barulho do silêncio
São as lagrimas que libertam e não as palavras.
Não são as verdades as preferências
Preferem-se as mentiras a encarar as maldades
Esta é uma outra verdade...
As fugas nem sempre podem ser as melhores alternativas, mas curam cânceres.
Trazem luminosidade, que antes faltava...
Abrem as janelas, deixeis a luz entrar por elas.
Encare a realidade, é de luz que sempre precisava a flor que tu ganhara.
As dores nunca vão passar, mas o tempo vai minimizar cada uma delas.
E uma hora o costume ira fazer tudo mudar...
Não tem nada haver com o silêncio
Mas com o barulho do silêncio
São as lagrimas que libertam e não as palavras.
Não são as verdades as preferências
Preferem-se as mentiras a encarar as maldades
Esta é uma outra verdade...
As fugas nem sempre podem ser as melhores alternativas, mas curam cânceres.
Trazem luminosidade, que antes faltava...
Abrem as janelas, deixeis a luz entrar por elas.
Encare a realidade, é de luz que sempre precisava a flor que tu ganhara.
As dores nunca vão passar, mas o tempo vai minimizar cada uma delas.
E uma hora o costume ira fazer tudo mudar...
quarta-feira, 11 de março de 2009
MEMÓRIAS PÓSTUMAS
Este que humildemente se atreve a escrever.
Frágeis linhas sobre meu viver.
Pretende um simples relato fazer.
Não muito claro, mas talvez tu até venhas um certo dia a entender.
Será uma carta rica em memórias, deixada para meus ditos póstumos.
Intencionalmente escrita e confabulada para única e exclusivamente falar de mim.
Uma carta simples sem muitos prólogos, com muito a dizer em tuas entrelinhas.
Direta sem rodeios para que futuramente quem se aventurar a lê-la não devas eu ter que explicar.
Até mesmo porque as causalidades da vida não permitirão tais mimos futuros.
Garanto que aquele que se propor a ler não se sentiras em um monólogo.
Pois bem sei que alguém lerá e com o texto dialogará.
Perguntaras quem fui, o que fiz, qual legado deixei, por quais canções suspiros eu dei.
Por onde andei, com quem andei?
A quem amei, em quais livros me inspirei, o que comi, a quem ouvi.
Com quem falava, quem odiei, por que chorei, por quem chorei, onde nasci, onde e como morri?
Responderei com toda classe e elegância de poeta que aprendi.
Minuciosamente tais questões, porém não aqui responderei a ti.
Que comigo convives, que nutre sentimento de dor ou de amor por este sóbrio sonhador.
Assim bem sei que minha história contada eu terei.
Pois de mim vocês falarão, bem ou mal assim dirão:
-Não sei bem não, atenção para este ai nunca dei, nem favor a ele prestei!
-Aquele ali ia e vinha sem falar, sem parar, sem cumprimentar...
Sempre muito a pensar, acho que até a sonhar com aqueles olhos abertos absortos em olheiras, acho que não dormia não.
-Às vezes ao longo vinha a sorrir, às vezes sozinho a falar via-o caminhando a lamentar...
-Um dia deste o vi lendo, noutro dia já o vi de pena não mão escrevendo...
-Muitas paixões este cão de rua deveras teve...
Porém com poucas de mão nas mãos se permitiu caminhar.
A luz da lua ou do dia, tal como um amante o faria.
-Do trabalho aquele ali nunca foi fã, mas ia e seu trabalho fazia.
-Não se envolvia com os demais, não se iludia e vivia o dia a dia...
-Preferia assim como ele mesmo dizia: “-Bater um bom papo até a luz do dia em minha janela aportar”.
Não fui o melhor de minha etnia, porém não só de ar e água vivi.
Exigi com toda propriedade os melhores tratos e por isto sozinho sem as graças de outrem muitas vezes me encontrei.
De poemas não vivi, porém a pouca malandragem que a mim sobrara me ajudara algum tempo arranjar para que a alguém pudesse eu presentear com cartas ou textos repletas de meus devaneios e divagações.
Problemas com as conclusões aqui encontro, como falar de minha morte se ainda encontro-me em vida?
Encorajo a vos amigo ou amiga este relato terminar, não ouses minhas palavras usar.
Mas conclamo a ti me ajudar a concluir esta pagina que muitas vezes felicidades me trouxe só de tu me dizer que duvidas tinha sobre o que eu me propunha a escrever.
De minha morte não temas falar, de o brilho ou ofusque como quiseres, mas não poupe os ouvidos dos teus ou dos meus com certo receio do que os outros de ti vão pensar.
Ponho meu ponto aqui ".", mas acrescento uma virgula ao fim, para que tu venha a tua parte fazer e me permita descansar. “,” ...
Frágeis linhas sobre meu viver.
Pretende um simples relato fazer.
Não muito claro, mas talvez tu até venhas um certo dia a entender.
Será uma carta rica em memórias, deixada para meus ditos póstumos.
Intencionalmente escrita e confabulada para única e exclusivamente falar de mim.
Uma carta simples sem muitos prólogos, com muito a dizer em tuas entrelinhas.
Direta sem rodeios para que futuramente quem se aventurar a lê-la não devas eu ter que explicar.
Até mesmo porque as causalidades da vida não permitirão tais mimos futuros.
Garanto que aquele que se propor a ler não se sentiras em um monólogo.
Pois bem sei que alguém lerá e com o texto dialogará.
Perguntaras quem fui, o que fiz, qual legado deixei, por quais canções suspiros eu dei.
Por onde andei, com quem andei?
A quem amei, em quais livros me inspirei, o que comi, a quem ouvi.
Com quem falava, quem odiei, por que chorei, por quem chorei, onde nasci, onde e como morri?
Responderei com toda classe e elegância de poeta que aprendi.
Minuciosamente tais questões, porém não aqui responderei a ti.
Que comigo convives, que nutre sentimento de dor ou de amor por este sóbrio sonhador.
Assim bem sei que minha história contada eu terei.
Pois de mim vocês falarão, bem ou mal assim dirão:
-Não sei bem não, atenção para este ai nunca dei, nem favor a ele prestei!
-Aquele ali ia e vinha sem falar, sem parar, sem cumprimentar...
Sempre muito a pensar, acho que até a sonhar com aqueles olhos abertos absortos em olheiras, acho que não dormia não.
-Às vezes ao longo vinha a sorrir, às vezes sozinho a falar via-o caminhando a lamentar...
-Um dia deste o vi lendo, noutro dia já o vi de pena não mão escrevendo...
-Muitas paixões este cão de rua deveras teve...
Porém com poucas de mão nas mãos se permitiu caminhar.
A luz da lua ou do dia, tal como um amante o faria.
-Do trabalho aquele ali nunca foi fã, mas ia e seu trabalho fazia.
-Não se envolvia com os demais, não se iludia e vivia o dia a dia...
-Preferia assim como ele mesmo dizia: “-Bater um bom papo até a luz do dia em minha janela aportar”.
Não fui o melhor de minha etnia, porém não só de ar e água vivi.
Exigi com toda propriedade os melhores tratos e por isto sozinho sem as graças de outrem muitas vezes me encontrei.
De poemas não vivi, porém a pouca malandragem que a mim sobrara me ajudara algum tempo arranjar para que a alguém pudesse eu presentear com cartas ou textos repletas de meus devaneios e divagações.
Problemas com as conclusões aqui encontro, como falar de minha morte se ainda encontro-me em vida?
Encorajo a vos amigo ou amiga este relato terminar, não ouses minhas palavras usar.
Mas conclamo a ti me ajudar a concluir esta pagina que muitas vezes felicidades me trouxe só de tu me dizer que duvidas tinha sobre o que eu me propunha a escrever.
De minha morte não temas falar, de o brilho ou ofusque como quiseres, mas não poupe os ouvidos dos teus ou dos meus com certo receio do que os outros de ti vão pensar.
Ponho meu ponto aqui ".", mas acrescento uma virgula ao fim, para que tu venha a tua parte fazer e me permita descansar. “,” ...
quinta-feira, 5 de março de 2009
NADA DEMAIS
Pois tantas vezes andamos do lado contrario
Dizemos as frases erradas em horas inapropriadas
Talvez fossemos menos frustrados se ao menos acertássemos
A hora certa de não errar nas palavras...
Mas ao meu ver a vontade de sofrer ainda é maior
Do que à vontade de quebrar as barreiras, as geleiras que a nós separam.
Deixeis assim, não tenteis entender...
Os sonhos nos ajudarão a compreender o porque de nunca enxergarmos
Um pouco além de nossos receios, de nossos recados, segredos...
Que somente nós mesmos sabemos...
Dizemos as frases erradas em horas inapropriadas
Talvez fossemos menos frustrados se ao menos acertássemos
A hora certa de não errar nas palavras...
Mas ao meu ver a vontade de sofrer ainda é maior
Do que à vontade de quebrar as barreiras, as geleiras que a nós separam.
Deixeis assim, não tenteis entender...
Os sonhos nos ajudarão a compreender o porque de nunca enxergarmos
Um pouco além de nossos receios, de nossos recados, segredos...
Que somente nós mesmos sabemos...
SEGREDO
Eu ouso comigo uma jóia guardar
Ouso para o país dos mortos um dia levar
O segredo que tu a mim confiara
E disseste pra que eu guarda-se e para ninguém nesta vida conta-se.
Palavras tão doces e belas me dissestes em segredo...
Aqui bem no beiral de minha janela
Promessa eu fizera, e tu agora iras para mim prometer.
Que em meu leito de morte tu iras acender uma vela preta,
E uma prece fazer...
Por eu ter guardado este diamante pro teu bel prazer.
E por ter te estimado sem nunca te ter.
Ouso para o país dos mortos um dia levar
O segredo que tu a mim confiara
E disseste pra que eu guarda-se e para ninguém nesta vida conta-se.
Palavras tão doces e belas me dissestes em segredo...
Aqui bem no beiral de minha janela
Promessa eu fizera, e tu agora iras para mim prometer.
Que em meu leito de morte tu iras acender uma vela preta,
E uma prece fazer...
Por eu ter guardado este diamante pro teu bel prazer.
E por ter te estimado sem nunca te ter.
NOITES DE VERÃO
Noites quentes de verões sorridentes
Que mandam pra rua as crianças
Correr de lá para cá felizes e contentes
Se eu morasse ai perto de tua casa
Depois de palmas bater, diria:
- Ô de casa...
Se estivesse a sorrir para mim,
Digo-te caia para cá fora do teu portão
Traga água gelada, e se senta comigo aqui na porta de tua morada!
A noite se encontra em estado de pura beleza e clareza
Não quero que me veja indo ainda hoje no ultimo trem para casa embora
Bora jogar conversa fora?
Ficar a contar vaga-lumes sem pensar na hora,
Observados seremos pelas corujas curiosas pela nossa presença na noite que é delas.
Deitados aqui na calçada e escutar as cigarras fazer serenatas
Por hoje não escreverei cartas, verei o dia amanhecer dizendo bom dia.
Para os que dormiram fora de suas casas...
Que mandam pra rua as crianças
Correr de lá para cá felizes e contentes
Se eu morasse ai perto de tua casa
Depois de palmas bater, diria:
- Ô de casa...
Se estivesse a sorrir para mim,
Digo-te caia para cá fora do teu portão
Traga água gelada, e se senta comigo aqui na porta de tua morada!
A noite se encontra em estado de pura beleza e clareza
Não quero que me veja indo ainda hoje no ultimo trem para casa embora
Bora jogar conversa fora?
Ficar a contar vaga-lumes sem pensar na hora,
Observados seremos pelas corujas curiosas pela nossa presença na noite que é delas.
Deitados aqui na calçada e escutar as cigarras fazer serenatas
Por hoje não escreverei cartas, verei o dia amanhecer dizendo bom dia.
Para os que dormiram fora de suas casas...
LUTO.
Luto, pelos pobres sentimentos que morreram durante a guerra.
Sem água, comida ou terra...
Pelos que sucumbiram diante da vaidade das belas
Pela arrogância dos injustos que vivem presos nas promessas das tele-telas.
Declaro resistência aos sentimentos que condenam os fracos à perdição
Aos que veneram sem ver e amam sem temer o grande irmão.
Ao veneno que ataca os frágeis de pensamentos bons e os pobres de coração.
Guerra declarada aos vampiros que sugam o sangue e rondam a espreita de novas
Vitimas da solidão.
Que condena os próprios irmãos a lutarem por medo ou receio de se verem caindo nas graças do Deus da guerra ou do trovão.
Perdôo todos aqueles que no final se acovardaram e correram ao ver que não haveria troféu ao vencer.
Nas batalhas das mil e uma noites às claras nenhuma das partes conquistara sequer uma medalha.
Nas barricadas estavam poetas conterrâneos de minha terra e do estrangeiro não tão longe.
Alguns se encontravam sós, outros com algum escudeiro.
Em sua maioria eram solitários guerreiros...
Nos campos travaram-se inúmeras batalhas,
Algumas com grandes perdas,
Outras apenas com pequenas palavras de finezas ao vento se perderam...
Apenas um estopim, aceso o pavio não houve um só combatente que não ouviu.
Uma luz forte surgiu.
Aconteceu uma forte explosão seguida de um brusco silencio, um momento.
Uma forte onda de calor tomou-lhes as faces, sabiam que dali pra frente tudo mudaria.
Que naqueles campos não mais se encontrariam.
O suor misturado com as lagrimas cuidaria de semear as novas safras de poesias e canções.
Em novos campos surgiriam sucessores para teus feitos.
Perceberam que das infindáveis guerras nada daria, e a lugares algum chegariam...
Sem água, comida ou terra...
Pelos que sucumbiram diante da vaidade das belas
Pela arrogância dos injustos que vivem presos nas promessas das tele-telas.
Declaro resistência aos sentimentos que condenam os fracos à perdição
Aos que veneram sem ver e amam sem temer o grande irmão.
Ao veneno que ataca os frágeis de pensamentos bons e os pobres de coração.
Guerra declarada aos vampiros que sugam o sangue e rondam a espreita de novas
Vitimas da solidão.
Que condena os próprios irmãos a lutarem por medo ou receio de se verem caindo nas graças do Deus da guerra ou do trovão.
Perdôo todos aqueles que no final se acovardaram e correram ao ver que não haveria troféu ao vencer.
Nas batalhas das mil e uma noites às claras nenhuma das partes conquistara sequer uma medalha.
Nas barricadas estavam poetas conterrâneos de minha terra e do estrangeiro não tão longe.
Alguns se encontravam sós, outros com algum escudeiro.
Em sua maioria eram solitários guerreiros...
Nos campos travaram-se inúmeras batalhas,
Algumas com grandes perdas,
Outras apenas com pequenas palavras de finezas ao vento se perderam...
Apenas um estopim, aceso o pavio não houve um só combatente que não ouviu.
Uma luz forte surgiu.
Aconteceu uma forte explosão seguida de um brusco silencio, um momento.
Uma forte onda de calor tomou-lhes as faces, sabiam que dali pra frente tudo mudaria.
Que naqueles campos não mais se encontrariam.
O suor misturado com as lagrimas cuidaria de semear as novas safras de poesias e canções.
Em novos campos surgiriam sucessores para teus feitos.
Perceberam que das infindáveis guerras nada daria, e a lugares algum chegariam...
quarta-feira, 4 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Uma dança...

Deixe os passos caminharem, e deixeis estes instantes declamarem.
Os poemas ao ver os barcos assim a navegar...
E este ritmo nos levar...
Feche os olhos, dois para lá dois para cá...
Nada é tão mais fácil que dançar.
A vida não passa de uma adolescente irresponsável
Que não quer parar mais de se aventurar...
E se joga nos braços de toda gente
Que a espera com eles abertos sem nem ao menos saber nadar...
E diz:
-Vamos lá queridos, vamos para lá e para cá,
Concedas-me mais esta dança.
Não te acanheis sei que tu também sabes levar bons passos tal como sabes declamar poemas.
Dei-lhe tudo que sabes hoje
Dê-me somente o prazer desta dança...
Todos os amantes de minha saia sabem fazer boas passadas, dois para lá dois para cá...
Vamos lá, vamos lá, nem tudo será sempre assim, nem tudo terminara tão ruim...
Uma dança...
Lembra-te de tua pouca idade?
Nos bailes da escola...
Eu estava lá e te via a tropeçar pelos calcanhares.
Ao ver a moça indecisa passear,
Aquela mesma que arrancava com a mão teu coração...
Donzela que cartas para ti escrevia
Fazia-te desejar durante uma canção com ela dançar.
E que por noites a fio levavas tu a pensar, contemplando o teto a sonhar!
Ao ouvir a bela canção,
Em teu radio relógio de pilhas que sempre lhe enchera de paixão.
Em quantos dias acaba o verão?
Ainda deves durar,
Pois é bom vê-la na rua a passear, e por longos tempos a sorrir e a brincar...
Continue a dançar...
Não há bons motivos para parar.
Esta chuva não demorará a passar...
Adeus Sofia( OUTROS AUTORES)
Diz que não é tarde
Diz que não vai começar
a dizer que já vai
Comece uma frase
e eu te digo outra vez mais:
"Tudo bem... Tanto faz..."
Diz pra mim que vais estar lá
sempre pra me segurar,
se eu deixar que,
me atires rumo ao céu
Me diz, que eu vou acreditar
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Há tanto medo agora
que vamos ver o que restou
após a tempestade...
Tanto se fez perder...
E é tão errado
escolher o deserto
pra ancorar nossas pernas.
Não permitas
que a solidão me seja o fim
ao gritar por teu nome.
Diz que eu vou guardar-te sempre em meu rosto este mesmo olhar
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Comece uma frase Sofia,
qual aquelas que acendiam estrelas
Me deixa uma vez mais
encantado pela voz que vence madrugadas.
Ah, sofrer em teus braços
seria o meu prazer
e viver em mil pedaços
seria tudo pra mim...
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Diz que não vai começar
a dizer que já vai
Comece uma frase
e eu te digo outra vez mais:
"Tudo bem... Tanto faz..."
Diz pra mim que vais estar lá
sempre pra me segurar,
se eu deixar que,
me atires rumo ao céu
Me diz, que eu vou acreditar
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Há tanto medo agora
que vamos ver o que restou
após a tempestade...
Tanto se fez perder...
E é tão errado
escolher o deserto
pra ancorar nossas pernas.
Não permitas
que a solidão me seja o fim
ao gritar por teu nome.
Diz que eu vou guardar-te sempre em meu rosto este mesmo olhar
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Comece uma frase Sofia,
qual aquelas que acendiam estrelas
Me deixa uma vez mais
encantado pela voz que vence madrugadas.
Ah, sofrer em teus braços
seria o meu prazer
e viver em mil pedaços
seria tudo pra mim...
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Circo, palhaços e picadeiro...
Um filme, um longa metragem.
Onde sempre parece que tudo se finda
Em grandes nuvens de maquiagem
Um ator isto o sou, não ouso das calunias valer-me.
Um mero exemplo de dor, de saudosismo que nos últimos capítulos termina encontrando uma nova cena para encenar, um novo pássaro para ver voar...
No retrato as lagrimas do palhaço, nos pratinhos da festa se encontram o cansaço, nas paredes por toda parte bexigas que se estouraram uma a uma. E teu colorido agora se mistura com o cinza vindo da rua.
Que majestoso cenário este aqui, cenas extraordinárias foram gravadas ali...
Épicos de amor e de dor...
Bem diante de meu nariz...Ruborizado, parece até que durara um centenário, uma inocente criança me diz...
A cada série de anos dourados um novo final feliz, a cada verão uma nova cicatriz...
Para seu jovem e sempre eterno aprendiz..
Nas fotografias não só restaram esperanças, mas também ali ficaram lembranças,
Porém o passar do tempo as destrói e o que nos sobra são apenas pequenas memórias de tempos gloriosos de grandes luzes e cenas mágicas em que mal conseguíamos dormir esperando a próxima apresentação...
Do Mágico que fazia lindos versos com as palavras,
O Palhaço rei do picadeiro, brincalhão que tocava pandeiro...
Só pra ver moça bonita sorrir...
Ou o equilibrista que sempre procurava se manter em pé diante das poucas palavras de fé, de que amanhã teria outro espetáculo para tu se apresentar...
Agora durante o dia teremos no picadeiro o canto dos pássaros no reinando do sol, à noite à luz da tela teremos o canto dos rancorosos e as lamurias dos sonâmbulos...
Rufem os tambores o circo se vai porque o poeta aqui cai em doenças de aceleramento indevido do coração, doença de gelado no estomago quase vazio, porque tua boca não sente sede nem do quente nem do frio...
Pobre do órgão comida nunca mais viu.
Em meio aos livros se abstrai,
Para outras terras este circo se vai
Ele diz ir buscar menor sofrimento ao tentar,
Assim entender a razão de viver...
E o circo segue andando, e cantando assim...Vou rezar pra este domingo não chover...LAlaLAlA...
Onde sempre parece que tudo se finda
Em grandes nuvens de maquiagem
Um ator isto o sou, não ouso das calunias valer-me.
Um mero exemplo de dor, de saudosismo que nos últimos capítulos termina encontrando uma nova cena para encenar, um novo pássaro para ver voar...
No retrato as lagrimas do palhaço, nos pratinhos da festa se encontram o cansaço, nas paredes por toda parte bexigas que se estouraram uma a uma. E teu colorido agora se mistura com o cinza vindo da rua.
Que majestoso cenário este aqui, cenas extraordinárias foram gravadas ali...
Épicos de amor e de dor...
Bem diante de meu nariz...Ruborizado, parece até que durara um centenário, uma inocente criança me diz...
A cada série de anos dourados um novo final feliz, a cada verão uma nova cicatriz...
Para seu jovem e sempre eterno aprendiz..
Nas fotografias não só restaram esperanças, mas também ali ficaram lembranças,
Porém o passar do tempo as destrói e o que nos sobra são apenas pequenas memórias de tempos gloriosos de grandes luzes e cenas mágicas em que mal conseguíamos dormir esperando a próxima apresentação...
Do Mágico que fazia lindos versos com as palavras,
O Palhaço rei do picadeiro, brincalhão que tocava pandeiro...
Só pra ver moça bonita sorrir...
Ou o equilibrista que sempre procurava se manter em pé diante das poucas palavras de fé, de que amanhã teria outro espetáculo para tu se apresentar...
Agora durante o dia teremos no picadeiro o canto dos pássaros no reinando do sol, à noite à luz da tela teremos o canto dos rancorosos e as lamurias dos sonâmbulos...
Rufem os tambores o circo se vai porque o poeta aqui cai em doenças de aceleramento indevido do coração, doença de gelado no estomago quase vazio, porque tua boca não sente sede nem do quente nem do frio...
Pobre do órgão comida nunca mais viu.
Em meio aos livros se abstrai,
Para outras terras este circo se vai
Ele diz ir buscar menor sofrimento ao tentar,
Assim entender a razão de viver...
E o circo segue andando, e cantando assim...Vou rezar pra este domingo não chover...LAlaLAlA...
domingo, 1 de março de 2009
ESCADAS *
Longe demais dos degraus que sempre levaram de bom grado estes pés,
Não é virtude não saber mais da rota certa, nem caminhar na direção contrária.
O tempo, senhor dos nossos passos fez o favor de nos mudar, de transformar o sertão em mar.
De colocar as lagrimas nos lugares antes ocupado pelas palavras que tanto vós agradava...
Levou a seca pra dentro daqui, hoje o sertão esta bem assim...
Sem depender de sol ou chuva, esta feliz e contente sim.
Hoje o sertão não quer sair, hoje o sertão quer a solidão, nem se preocupa mais com solução.
Não quer falar não, sobre os versos versados embaixo de chuva, sob os raios dos risos, sob as luzes da lua...
Não voltes a procurar sentido e razão em estar sempre assim a poetizar nas noites quentes deste verão...
Não é virtude não saber mais da rota certa, nem caminhar na direção contrária.
O tempo, senhor dos nossos passos fez o favor de nos mudar, de transformar o sertão em mar.
De colocar as lagrimas nos lugares antes ocupado pelas palavras que tanto vós agradava...
Levou a seca pra dentro daqui, hoje o sertão esta bem assim...
Sem depender de sol ou chuva, esta feliz e contente sim.
Hoje o sertão não quer sair, hoje o sertão quer a solidão, nem se preocupa mais com solução.
Não quer falar não, sobre os versos versados embaixo de chuva, sob os raios dos risos, sob as luzes da lua...
Não voltes a procurar sentido e razão em estar sempre assim a poetizar nas noites quentes deste verão...
Cavalo de madeira
...Hoje escrevi poemas a cavalgar, mas os ventos fortes os fizeram voar...Então eu os deixei lá na rua sob a luz da lua, guardado com o segredo das estrelas que balbuciavam alguma canção diferente, uma canção nova que por vezes atraíram olhar de muita gente que ali passavam, passeavam, ou que ali morada faziam.
“Este poema fala de mim...”.
Diziam ali os que ouviam elas cantarolando assim.
E mesmo a cavalgar me sentia inclinado a contemplar teu modo diferente de dançar...
“-Não mais noites a fio a cantar, a palavrear por ali vi poetas a estar, talvez o calor os faça pensar em nada falar, pode ser que ali não mais a ansiedade deva morar“.
“Este poema fala de mim...”.
Diziam ali os que ouviam elas cantarolando assim.
E mesmo a cavalgar me sentia inclinado a contemplar teu modo diferente de dançar...
“-Não mais noites a fio a cantar, a palavrear por ali vi poetas a estar, talvez o calor os faça pensar em nada falar, pode ser que ali não mais a ansiedade deva morar“.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
PRIMEIROS PASSOS *
AMAM AS ESTRELAS OS APAIXONADOS PELA VIDA
TAMBÉM ÀS SERENATAS QUE AS CIGARRAS FAZEM
DE DENTRO DAS GAVETAS
E SOB A LUZ DA LUA, SEM MUITAS CANETAS
O POETA ,SE PÔS A ESCREVER POEMAS
NESTE CENARIO LONGE DA RUA
TALVEZ SEJA A INFLUÊNCIA DA LUZ DA LUA
OU OBJETO SEJA DA CONSEQUENCIA
DE UMA AUSÊNCIA, DE ALGUM TRAÇO DE SONO INCOMUM.
TALVEZ OBJETO DA INSÔNIA
QUE BATE NA PORTA DA CONSCIÊNCIA
CANTANDO BAIXINHO
O HINO DO SONO, DOS SONHOS COM UMA CERTA FREQUÊNCIA
AO LADO DAS PEDRAS NAS CALÇADAS
COM CALÇAS VELHAS E DESBOTADAS
CANTAM TAMBÉM E DIZEM AMÉN
OS VELHOS, OS POBRES,
O EU
E O VOCÊ TAMBÉM
AO OUVIR OS GATOS A MIAR
O MEDO DE ENFIM ACORDAR
DESTA VONTADE DE FALAR
ATÉ O DIA ENFIM CLAREAR
TAMBÉM ÀS SERENATAS QUE AS CIGARRAS FAZEM
DE DENTRO DAS GAVETAS
E SOB A LUZ DA LUA, SEM MUITAS CANETAS
O POETA ,SE PÔS A ESCREVER POEMAS
NESTE CENARIO LONGE DA RUA
TALVEZ SEJA A INFLUÊNCIA DA LUZ DA LUA
OU OBJETO SEJA DA CONSEQUENCIA
DE UMA AUSÊNCIA, DE ALGUM TRAÇO DE SONO INCOMUM.
TALVEZ OBJETO DA INSÔNIA
QUE BATE NA PORTA DA CONSCIÊNCIA
CANTANDO BAIXINHO
O HINO DO SONO, DOS SONHOS COM UMA CERTA FREQUÊNCIA
AO LADO DAS PEDRAS NAS CALÇADAS
COM CALÇAS VELHAS E DESBOTADAS
CANTAM TAMBÉM E DIZEM AMÉN
OS VELHOS, OS POBRES,
O EU
E O VOCÊ TAMBÉM
AO OUVIR OS GATOS A MIAR
O MEDO DE ENFIM ACORDAR
DESTA VONTADE DE FALAR
ATÉ O DIA ENFIM CLAREAR
Guerra fria DOIS.
" ...E naquele dia depois da oitava trombeta e do ultimo aviso de que todos, sem exceções, deveriam abrir mão de teus abrigos e se entregarem as forças opostas. Algumas pontes caiam enquanto outras se erigiam... Mas mesmo diante de todos estes ocorridos os pseudo-heróis morreram e deixaram que seus póstumos morressem um a um. As proles uma a uma sucumbiram em meio ao desgosto e a decepção da guerra e da doença. E de fato o fim foi semeado, as hordas caíram uma a uma, sem perdão nem compaixão... Os exércitos marcharam sobre os teus... Devido à discórdia e ao vício implantado nos corações dos rebeldes que resistiam... Mesmo cansados alguns poucos tentaram frustradamente resistir, falhando é claro, por suas poucas alternativas cabíveis para tentar barrar o inimigo..."
"...Dois exércitos cruzaram a cidade com a intenção de barrar a investida dada na noite anterior pelo inimigo. Não era necessariamente um exército, mas duas milícias formadas para confrontar o mal que crescera até então... No centro daquela pequena vila aconteceu o primeiro confronto entre a primeira unidade miliciana e as tropas assustadoras do Governo centralizado que tomara o poder desde agosto daquele mesmo ano. Houve baixas nas duas partes envolvidas, mas o dano foi indiscutivelmente dos civis em virtude dos principais confrontos acontecerem nas proximidades de suas casas..."
"...Dois exércitos cruzaram a cidade com a intenção de barrar a investida dada na noite anterior pelo inimigo. Não era necessariamente um exército, mas duas milícias formadas para confrontar o mal que crescera até então... No centro daquela pequena vila aconteceu o primeiro confronto entre a primeira unidade miliciana e as tropas assustadoras do Governo centralizado que tomara o poder desde agosto daquele mesmo ano. Houve baixas nas duas partes envolvidas, mas o dano foi indiscutivelmente dos civis em virtude dos principais confrontos acontecerem nas proximidades de suas casas..."
PROPOSTA*
Proponho algo para ti, que por um ou dois dias de mim se afastar
E quando voltar me traga somente uma resposta se quer por fim ir não ir ver o mar...
Ou caso contrario, me esqueças de vez e apenas de ti levarei uma memória,
De um dia tentar contigo escrever uma bonita história...
Esta não é uma carta de amor, muito menos um poema de dor
É um convite que fiz para ti, comigo enfim fugir pra longe daqui....
E quando voltar me traga somente uma resposta se quer por fim ir não ir ver o mar...
Ou caso contrario, me esqueças de vez e apenas de ti levarei uma memória,
De um dia tentar contigo escrever uma bonita história...
Esta não é uma carta de amor, muito menos um poema de dor
É um convite que fiz para ti, comigo enfim fugir pra longe daqui....
CANETA.*

TENTOU ESCREVER-TE, MAS OS DEDOS NÃO SEGURAVAM MAIS A PENA,
O PAPEL RASGOU, AFLITO PAROU COM OS OLHOS FIXOS NAQUELE HORIZONTE BRANCO QUE ERA O PAPEL...UM CÉU QUE PRECISAVA SER FECHADO COM NUVENS, ESTRELAS E FORMOSURAS...ORDENAR AS PALAVRAS COMO NUMA BELA PINTURA...
QUANTO A TI, ESTAVAS NO PORTO QUANDO O BARCO ALI APORTOU, RECEPCIONOU...POUCO SORRIU, MAS AJUDOU NAS AMARRAÇÃO DA EMBARCAÇÃO
ALI MESMO O POETA DEITOU, PENSOU NOS MARES QUE HAVIA NAVEGADO,
NAS AVENTURAS JÁ VIVIDAS NAQUELA VIDA VELHA.
E POR FIM SE ENTREGOU..E PROCLAMOU AO PARTIR:
-SE PARA VOCÊ UM DIA DE IXAR DE CHEGAR AS MINHAS CARTAS, NÃO PENSES QUE FORA DESCASO MEU, FOI VOCÊ QUEM NEGOU O AMOR QUE UM DIA EU QUIS TE DAR
A PROCURA DE UM SINAL *
Que a este mande caminhar
Ao encontro, em socorro da princesa
Aprisionada nas salas escuras do castelo de papel
Levarei o candelabro para ascender...
Para dar-te a liberdade do pensar e do falar
Do ir e vir quando quiseres...
Sem que a razão tenha q recorrer
Quando para os vales mais longinquo quiseres ir...
Só ou com o sol, ou com a chuva torrencial...
Não esqueças para a viagem o pão, o cobertor, o açúcar e o sal...
A vontade de não mais voltar, os sapatos de corrida, a tua bicicleta, a ousadia,
A esteira para na areia se deitar, a vontade de a este que escreve-te abraçar.
Leve papel, óculos de sol, caneta,e protetor solar pois também faremos baile com as palavras
No litoral, não nos faltarão memórias para registrar...
O que não deves levar a esta viagem?
Separe os rancores, os medos e os dissabores deixe junto aos velhos cobertores.
A duvida, o receio do julgo alheio deixe dentro de algum cinzeiro...não tragas teus vícios de outros amores, deixe junto aos antigos certos valores...
Ao encontro, em socorro da princesa
Aprisionada nas salas escuras do castelo de papel
Levarei o candelabro para ascender...
Para dar-te a liberdade do pensar e do falar
Do ir e vir quando quiseres...
Sem que a razão tenha q recorrer
Quando para os vales mais longinquo quiseres ir...
Só ou com o sol, ou com a chuva torrencial...
Não esqueças para a viagem o pão, o cobertor, o açúcar e o sal...
A vontade de não mais voltar, os sapatos de corrida, a tua bicicleta, a ousadia,
A esteira para na areia se deitar, a vontade de a este que escreve-te abraçar.
Leve papel, óculos de sol, caneta,e protetor solar pois também faremos baile com as palavras
No litoral, não nos faltarão memórias para registrar...
O que não deves levar a esta viagem?
Separe os rancores, os medos e os dissabores deixe junto aos velhos cobertores.
A duvida, o receio do julgo alheio deixe dentro de algum cinzeiro...não tragas teus vícios de outros amores, deixe junto aos antigos certos valores...
Só serve para mim...
... Se este mero coadjuvante humano tentasse a ti explicar sobre a vida diria apenas partes de minha própria, talvez para ti seja um tanto cansativo ouvir-me, entendo teu desprazer, suas próprias vivências a ti já se bastam. O claustro para cada um tem uma janela que permite-lhe olhar lá fora de forma conveniente, ver em partes, fazer parte de pequenas coisas que acontecem mundo a fora mas sem profundidade sem tocar no que teus olhos e tuas vontades alcançam, existem outras paredes na qual se pode até tentar abrir outra pequena fresta de luz mas da forma como se esta a vontade humana seria obra do impossível um novo ponto de partida. Porque estou a dizer isto? Nem minhas mais promissoras experiências me permitem ou no mínimo me fornecem ferramentas para responder tal questão... Apenas levanto questões para que o tempo e teu Deus guardião tenham trabalho em tentar me responder, enquanto isto eu vivo...
Tempo...
Pode ter sido a ultima chance, percebeu que podem não existir novos minutos, ou até mesmo um ultimo instante... Para dizer estes absurdos, de que o talvez seja complacente e que ele conduz enfim a luz ou por fim as pedras, aos escombros dos castelos ou das sobras das prateleiras de falsas versadas palavras. Talvez não sejam falsas, mas mal versadas, pouco medidas ou falhas como feridas.
Um minuto.
O pulso lento mostra a morte
Da voz que cala o ressentimento de outrora!
O canto da boca seca expõe feridas e apenas gemidos distorcidos.
Hora após hora te condena a vida, massacra-te a carne... Derramam-te a mentiras...
Mente esvaída, o corpo morto aperta as veias entupidas de promessas já caladas por sua vida retida...
Da voz que cala o ressentimento de outrora!
O canto da boca seca expõe feridas e apenas gemidos distorcidos.
Hora após hora te condena a vida, massacra-te a carne... Derramam-te a mentiras...
Mente esvaída, o corpo morto aperta as veias entupidas de promessas já caladas por sua vida retida...
De onde vêm as grandes idéias?
Nascem talvez de grandes esforços desprendidos de pré-concebimentos, ou da difícil arte de se libertar daquilo que sempre foi dito "certo", imutável, inigualável... Somos livres para limpar os terrenos que a nós foram dados, porém estas terras já estão muito povoadas, cheias de fantasmas e misticismo... Talvez esta seja uma boa meta, dêem-me vassouras que vou começar limpar meus terrenos...
A você.
"... Por trás de inúmeras reflexões filosóficas percebi desde o primeiro dia que não me permitiria ver vocês distante de mim, não deixaria estas preciosidades perdidas ao vento, consegui enxergar as grandes possibilidades em vós, apostei e acreditei em nós, construímos caminhos juntos, erigimos pontes, dançamos várias vezes e cantamos juntos, recorda-te? Abracei a vós e senti teu respeito por minha etnia, e a vós declarei amizade, uni-me a ti para nesta guerra conseguir me manter em pé, e vi que era possível existir ainda humano de bons modos. Alimentei minha alma com as vossas e irriguei meus jardins com teus saberes de outros caminhos para que aqui nascessem bons frutos como ai. Das sementes de outrora nasceu uma grande árvore ( "nossa amizade"), demos as mãos quando acreditamos ser necessário, caminhamos juntos dentro desta história baseada em fatos reais. Ao menos tente, tente entender o que nos move e onde encontramos razões para mantermos nossas convicções e união. Tu és a melhor razão hoje para entender o porque levanto-me queda após queda mesmo com sangue nos dentes, o porque sustento por hora os açoites do mundo, é para que em ti não caia a mão do mundo. Paro e penso em como sou feliz, e sei bem que todos os esforços feitos dai pra aqui são os mesmos daqui para ai, mesmo que nos vales escuros ainda venha a ter que caminhar só levarei comigo as memórias que construí contigo aqui em minha alma, estes dias serão eternizados em meio aos meus netos, prometo imortalizar as memórias de cada um dos que fizeram parte de mim, prometo de ti falar para os meus de tuas glórias... Aqui se finda o texto que fiz para a ti mostrar o quanto estimo a vós, mas nossa história caminharás por ai...”
A mesma calçada...
“Hoje parei na mesma esquina, onde eu podia ver a vida passar desinibida diante do meu olhar bailando, cantando, sem medo, pois ainda era cedo pra começar a pensar.
No tempo em que perdia meu tempo olhando seu portão esperando um sinal pra minha ilusão, ver teus olhos, teus pés descalços, aqui pra brincar comigo com os mesmos brinquedos, no chão, fazendo promessas de pra sempre e ignorar o que não pode pra dizer palavrão. Brincava de roda e fazia balão, era mais simples sem pretensão, me lembro de ti sentada ali na janela, olhei pra ti e fiz um poema que dizia assim:
“Sentado aqui esperando por ti, como sempre olhando o portão se talvez você sair podemos brincar de jogar pião.”
No tempo em que perdia meu tempo olhando seu portão esperando um sinal pra minha ilusão, ver teus olhos, teus pés descalços, aqui pra brincar comigo com os mesmos brinquedos, no chão, fazendo promessas de pra sempre e ignorar o que não pode pra dizer palavrão. Brincava de roda e fazia balão, era mais simples sem pretensão, me lembro de ti sentada ali na janela, olhei pra ti e fiz um poema que dizia assim:
“Sentado aqui esperando por ti, como sempre olhando o portão se talvez você sair podemos brincar de jogar pião.”
É uma canção...
Passado tanto tempo aqui tentando consertar os erros
Cansados de ter que clamar pelo nome e toda vez sentir a frieza
Deixar de lado às vezes que correu atrás dos vícios e desejos
O problema é que há ainda um sentimento de grande valor...
Sempre foi assim e definitivamente não será agora que vai mudar
Mas não há problema, é só deixar que o ódio ira cobrir este amor...
Pensei...
Outra vez chamar, os nomes mortos as minhas voltas...
Quem sabe agora fazer aquilo que a coragem não permitiu...
Quem sabe desta vez consiga salvar... As falências cometidas.
Antes faria até diferença, mas agora que a visão é esta, uma imagem. (apenas imagens)
Foi bom se afastar... Vai fazer bem calar, as angustias desprovidas de razão...
O pulso lento agora mostra a morte, da voz que cala o ressentimento de outrora.
O canto da boca expõe as feridas das palavras malditas...
Hora após hora te condena a vida,
Massacra-te a carne
Derrama-te a mentira, vida banida, vida morta aperta as veias entupidas de promessas já caladas pela vida retida...
Mas atitudes nem sempre tão francas.
Os caminhos são difíceis, ainda mais pra ti que cresceu tão só.
Irresponsabilidades em um mundo tão insólito combinam com as atitudes fracas...
Pensei...
Outra vez chamar. Alguém ou algum nome.
Quem sabe agora fazer aquilo que a coragem não permitiu...
Quem sabe desta vez consiga salvar... As falências cometidas.
Antes faria até diferença, mas agora que a visão é esta, uma imagem.
Foi bom se afastar... Vai fazer bem calar, as angustias desprovidas de razão...
Cansados de ter que clamar pelo nome e toda vez sentir a frieza
Deixar de lado às vezes que correu atrás dos vícios e desejos
O problema é que há ainda um sentimento de grande valor...
Sempre foi assim e definitivamente não será agora que vai mudar
Mas não há problema, é só deixar que o ódio ira cobrir este amor...
Pensei...
Outra vez chamar, os nomes mortos as minhas voltas...
Quem sabe agora fazer aquilo que a coragem não permitiu...
Quem sabe desta vez consiga salvar... As falências cometidas.
Antes faria até diferença, mas agora que a visão é esta, uma imagem. (apenas imagens)
Foi bom se afastar... Vai fazer bem calar, as angustias desprovidas de razão...
O pulso lento agora mostra a morte, da voz que cala o ressentimento de outrora.
O canto da boca expõe as feridas das palavras malditas...
Hora após hora te condena a vida,
Massacra-te a carne
Derrama-te a mentira, vida banida, vida morta aperta as veias entupidas de promessas já caladas pela vida retida...
Mas atitudes nem sempre tão francas.
Os caminhos são difíceis, ainda mais pra ti que cresceu tão só.
Irresponsabilidades em um mundo tão insólito combinam com as atitudes fracas...
Pensei...
Outra vez chamar. Alguém ou algum nome.
Quem sabe agora fazer aquilo que a coragem não permitiu...
Quem sabe desta vez consiga salvar... As falências cometidas.
Antes faria até diferença, mas agora que a visão é esta, uma imagem.
Foi bom se afastar... Vai fazer bem calar, as angustias desprovidas de razão...
Quantos de vós temeis o passado?
De olhar dentro dos olhos aquilo que em outrora te fizera mal ou simplesmente tu perdeu por não se fazer merecedor das glórias de outrem?
Sabeis desde já que aquilo que temes é teu, parte daquilo que tu és, parcela de tua carne e de tuas abstrações caóticas e desvairada, daquilo que negas teu!
Derrotas te esperam para serem ajustadas.
Todo caminho percorrido nada mais é do que degraus que subiu, trilhas deixadas por teus caminhares, por teus pensares e por toda tua aptidão em fazer o mal.
Deixar de pensar as memórias é desnecessário aqui onde tu se encontras. Façamos assim pense em todo alimento que tu já ingeriste ao longo da vida, ele é desnecessário? Lembra-se dele? Nega a este tua suma importância? Não, não há coragem em ti para fazê-lo.
O mesmo acontece com vossas almas, ela se nutre dos caminhos que percorres, das lembranças e das andanças, dos amores e das desilusões, dos mortos que enterrastes e dos vivos que levantastes, caminheis daqui pra frente com tuas memórias, pois elas são vós. Teu maior Deus é tua memória que te condena e te proclama rei de vosso destino, daquilo que viras a ser... E de toda vida a ser tracejada por vós.
Sabeis desde já que aquilo que temes é teu, parte daquilo que tu és, parcela de tua carne e de tuas abstrações caóticas e desvairada, daquilo que negas teu!
Derrotas te esperam para serem ajustadas.
Todo caminho percorrido nada mais é do que degraus que subiu, trilhas deixadas por teus caminhares, por teus pensares e por toda tua aptidão em fazer o mal.
Deixar de pensar as memórias é desnecessário aqui onde tu se encontras. Façamos assim pense em todo alimento que tu já ingeriste ao longo da vida, ele é desnecessário? Lembra-se dele? Nega a este tua suma importância? Não, não há coragem em ti para fazê-lo.
O mesmo acontece com vossas almas, ela se nutre dos caminhos que percorres, das lembranças e das andanças, dos amores e das desilusões, dos mortos que enterrastes e dos vivos que levantastes, caminheis daqui pra frente com tuas memórias, pois elas são vós. Teu maior Deus é tua memória que te condena e te proclama rei de vosso destino, daquilo que viras a ser... E de toda vida a ser tracejada por vós.
Agora posso?
Antes eu não podia voar.
Nem nos dias de sol, muito menos nas noites de luar.
Mas agora eu posso, fiz asas de cera como às de Dédalo!
E não mais ficarei preso ao chão andado em circulo.
Com medo do céu ou de seu guardião, hoje eu posso voar e vejo meu medo de cima.
Consigo ver a árvore da sabedoria e tudo àquilo que nela se abriga.
Enxergo a razão desta tão inexplicável e bela vida.
Nem nos dias de sol, muito menos nas noites de luar.
Mas agora eu posso, fiz asas de cera como às de Dédalo!
E não mais ficarei preso ao chão andado em circulo.
Com medo do céu ou de seu guardião, hoje eu posso voar e vejo meu medo de cima.
Consigo ver a árvore da sabedoria e tudo àquilo que nela se abriga.
Enxergo a razão desta tão inexplicável e bela vida.
...NOSSO TEMPO...*
O tempo levara tudo, eu, tu, ele, nós, vós e eles...
Tudo se vai, menos o ouro de nossas mais profundas experiências.
Quero ver tu covarde tempo roubar-nos nossos pensamentos, nossos segredos.
Tente ingrato, devorador de pessoas, filho bastardo de Deuses revoltados, que invejando aos humanos, nos manda tu para devorar-nos.
Tu és só mais um, entre tantos outros, que deseja roubar nosso melhor...
Tens pouco tempo ó tempo para tentar, pois aqui, pouco tempo pretendo ficar, não esperarei tempo algum por ti...Não serei roubado por ti...
Tentaras a vida toda e a este que te escreve não alcançaras...
Até, já é tempo...
Pois para nós pouco tempo sobra, portanto, vou de encontro ao que já há tempos adio, e quem sabe assim ganho um pouco mais de tempo para nós...
Tudo se vai, menos o ouro de nossas mais profundas experiências.
Quero ver tu covarde tempo roubar-nos nossos pensamentos, nossos segredos.
Tente ingrato, devorador de pessoas, filho bastardo de Deuses revoltados, que invejando aos humanos, nos manda tu para devorar-nos.
Tu és só mais um, entre tantos outros, que deseja roubar nosso melhor...
Tens pouco tempo ó tempo para tentar, pois aqui, pouco tempo pretendo ficar, não esperarei tempo algum por ti...Não serei roubado por ti...
Tentaras a vida toda e a este que te escreve não alcançaras...
Até, já é tempo...
Pois para nós pouco tempo sobra, portanto, vou de encontro ao que já há tempos adio, e quem sabe assim ganho um pouco mais de tempo para nós...
Logo pela manhã...
A se tudo fosse tão simples como antigamente... Talvez nem doesse tanto acordar cedo, falar sempre baixo, andar calado pensando em mudar... Se o olhar pela janela do mesmo coletivo fosse outro, e se talvez andasse para outros lados talvez esquecesse do peso que é estar sempre a pensar: se eu quero ou não mudar, se onde estou não esta confortável o suficiente para passar o resto de meus maus minutos sem pensar...
O Céu é o Inferno!
O inferno e vermelho e negro tal como as bandeiras dos movimentos de libertação. O céu é azul, como aqueles dos colarinhos e gravatas dos governantes que doutrinam as massas famintas e ignorantes. As divindades são belas, reacionárias, puras e injustas, egoístas, pálidas e homofóbicas. Enquanto os arcanjos distribuem o pão e o vinho entre os excluídos, estes por sua vez com medo do paganismo procuram a salvação... Aos prantos!Os hereges se deleitam com o livre pensamento e blasfemam as batinas e os cálices de ouro, em um baile assustador, ao som de marchas fúnebres ensurdecedoras e canções anticlericais. Mulheres nuas dançam a liberdade enquanto homens se beijam. Anjos bons repudiam tais feitos, pecaminosos vós sois bradam eles! Com vontade de passear pelos
Salões negros, como fazem as crianças e animais sem medo de dividirem o mesmo espaço...
Salões negros, como fazem as crianças e animais sem medo de dividirem o mesmo espaço...
Um dia o inferno ira te tocar
Cada palavra guardada ira se esvair
E com o vento ira cair, sem conseguir assegurar um olhar. Um dia este dia ira acabar, e tu perceberás o inferno te tocar. Sem conseguir dizer o não dito, sem proclamar as benditas palavras aos malditos ouvidos errados, que sempre estão a postos pra te assegurar a mentira, o esboço do ridículo, a tristeza da esperança, e por fim a fé cairá sobre vossas cabeças como se fosse à única alternativa cabível...
E tu verás o inferno te tocar... E por fim se sentirás humano e se percebera pequeno diante do não feito, daquilo que não foi dito, do que não foi vivido... E vai mergulhar no luto. Pena ter se desarmado e não dizer ter amado. Pena não ter derramado o véu lacrimal no ombro certo, dito ao ouvido certo as palavras erradas, no momento exato e oportuno, e visto crescer flores em teu quarto, ao lado do seu leito, no berço da necrópole, na esquina da maturidade, e vistes que perdeu a única e possível chance de dizer, o não dito, ao maldito ouvido certo as palavras erradas, para ver novamente estar errado... Mas ter dito... E percebido que mesmo estando errado estava certo de dizer o não dito...
E com o vento ira cair, sem conseguir assegurar um olhar. Um dia este dia ira acabar, e tu perceberás o inferno te tocar. Sem conseguir dizer o não dito, sem proclamar as benditas palavras aos malditos ouvidos errados, que sempre estão a postos pra te assegurar a mentira, o esboço do ridículo, a tristeza da esperança, e por fim a fé cairá sobre vossas cabeças como se fosse à única alternativa cabível...
E tu verás o inferno te tocar... E por fim se sentirás humano e se percebera pequeno diante do não feito, daquilo que não foi dito, do que não foi vivido... E vai mergulhar no luto. Pena ter se desarmado e não dizer ter amado. Pena não ter derramado o véu lacrimal no ombro certo, dito ao ouvido certo as palavras erradas, no momento exato e oportuno, e visto crescer flores em teu quarto, ao lado do seu leito, no berço da necrópole, na esquina da maturidade, e vistes que perdeu a única e possível chance de dizer, o não dito, ao maldito ouvido certo as palavras erradas, para ver novamente estar errado... Mas ter dito... E percebido que mesmo estando errado estava certo de dizer o não dito...
CONSTRUÇÕES *
TIC TAC A TARDE CHORA
TIC TAC O SOL FOI EMBORA
TIC TAC O RELÓGIO NÃO VE A HORA
DE VE-LA VINDO EMBORA
DE VESTIDO ROSA, BOTA MOLHADA
DE CAPUZ E GUARDA CHUVA
COM OS POEMAS, SEGREDOS E PROMESSAS EMBAIXO DA BLUSA
COMO SEMPRE PERTO DA PONTE OU NO PORTÃO
O MENINO LEVADO A AGUARDA SEM PRESSA
SEM DORMIR E DE PRONTIDÃO
COM PAPEL E CANETA E POEMA NA MÃO
A BELA MOÇA FORMOSA
QUE NUNCA SE ATRASA
PRA TER UM DEDO DE PROSA
SOBRE O MAR, SOBRE O AR SOBRE DEUSES
QUE NÃO SENTAM EM ALTAR
ATÉ A HORA QUE O PAPO ACABAR
OU O SONO DIZ QUE JÁ É TARDE E PASSA DA HORA,
AMANHÃ DE DIA BEM CEDO, TE ESCREVO.
DIZENDO QUE PERTO DA PRAÇA A NOITE EU VOU ESTAR
ESPERANDO PARA VER UMA ESTRELA A VALSA DANÇAR.
TIC TAC O SOL FOI EMBORA
TIC TAC O RELÓGIO NÃO VE A HORA
DE VE-LA VINDO EMBORA
DE VESTIDO ROSA, BOTA MOLHADA
DE CAPUZ E GUARDA CHUVA
COM OS POEMAS, SEGREDOS E PROMESSAS EMBAIXO DA BLUSA
COMO SEMPRE PERTO DA PONTE OU NO PORTÃO
O MENINO LEVADO A AGUARDA SEM PRESSA
SEM DORMIR E DE PRONTIDÃO
COM PAPEL E CANETA E POEMA NA MÃO
A BELA MOÇA FORMOSA
QUE NUNCA SE ATRASA
PRA TER UM DEDO DE PROSA
SOBRE O MAR, SOBRE O AR SOBRE DEUSES
QUE NÃO SENTAM EM ALTAR
ATÉ A HORA QUE O PAPO ACABAR
OU O SONO DIZ QUE JÁ É TARDE E PASSA DA HORA,
AMANHÃ DE DIA BEM CEDO, TE ESCREVO.
DIZENDO QUE PERTO DA PRAÇA A NOITE EU VOU ESTAR
ESPERANDO PARA VER UMA ESTRELA A VALSA DANÇAR.
As vezes a noite...
O barulho da chuva, gotas caem como o fogo que vem livrar.
Cantando estou à noite, na chuva das felicidades, na chuva das lembranças.
À noite esta cantando as mágoas, chorando o sangue que serve pra lavrar.
Ela chora enquanto danço, o escuro grita, mas as luzes das estrelas assobiam...
Hoje é dia de cantar amores, é dia dos roucos, de dar valor aos loucos.
Dormir bem pouco, pra fazer desta noite um palco de danças raras ao lado dos que não brindam...
Cantando estou à noite, na chuva das felicidades, na chuva das lembranças.
À noite esta cantando as mágoas, chorando o sangue que serve pra lavrar.
Ela chora enquanto danço, o escuro grita, mas as luzes das estrelas assobiam...
Hoje é dia de cantar amores, é dia dos roucos, de dar valor aos loucos.
Dormir bem pouco, pra fazer desta noite um palco de danças raras ao lado dos que não brindam...
“Derrubados castelos”
“Derrubados castelos”, Tropas, imperadores e partidos!Quebradas paredes!Desconstrução de impérios. Vadios degladiando-se... Aos prantos rasgando-se. Para ao amanhecer serem menos famintos!Implodir prédios, e quebrar carros. Rebelião ao alvorecer... Estourar correntes... Um outro bom dia pra morrer!Ignorância é força... Rebeldes descrentes... Liberdade é escravidão... Vivendo sem medo... Nas margens das sociedades!Coração cheio transbordando de ódio pisando cabeças destruindo igrejas!Vingança com raiva!Vale de trevas, trombetas soando o fim com fogo... A vida se extingue!Beleza disforme, semeando a peste. Em meio aos teus irmãos caindo ao chão com sangue nos dentes... Nesta paz que é guerra!
FIM, E VIVERAM POR AI...*
Não me perguntes quais dores me fazem escrever assim.
O que me acomete é o fim...
Só quem me promete e cumpre é o fim...Pontual.
Sei que não seria tão simples assim sem o fim. Será normal?
Mas se pelo menos não fosse tão latente assim...Nem seria tão mal...
Este tão temido fim seria mais tranqüilo de se conviver.
Enfim nada é para todo o sempre, mas para mim sempre é assim...
Difícil de se livrar das amarras e das grades que por fim fazem parte de mim.
Eu sei que um dia tudo que esta aqui vai embora, as amarras, as estrelas, as abelhas...
Só vai ficar você que sempre me causa a mesma dor, e por ti tenho tanto amor e acabo por fim dando tanto valor...
A lembrança de viver outro fim, que sempre se confunde com um novo recomeço...Formando um ciclo sem fim...
O que me acomete é o fim...
Só quem me promete e cumpre é o fim...Pontual.
Sei que não seria tão simples assim sem o fim. Será normal?
Mas se pelo menos não fosse tão latente assim...Nem seria tão mal...
Este tão temido fim seria mais tranqüilo de se conviver.
Enfim nada é para todo o sempre, mas para mim sempre é assim...
Difícil de se livrar das amarras e das grades que por fim fazem parte de mim.
Eu sei que um dia tudo que esta aqui vai embora, as amarras, as estrelas, as abelhas...
Só vai ficar você que sempre me causa a mesma dor, e por ti tenho tanto amor e acabo por fim dando tanto valor...
A lembrança de viver outro fim, que sempre se confunde com um novo recomeço...Formando um ciclo sem fim...
Reflexão
E o que seria das frases se não houvessem tão enlouquecidos sentimentos?
E de tais surtos não se retirassem tamanhas aspirações para que se formassem novas frases e destas belas palavras tornando a fazer belas poesias e frondosos contos que exaltam vidas e iluminam a vida dos que assim por dizer amam, não só uns aos outros, mas também aquilo que os rodeiam e tornam a engrandecer a tão bela vida?...
E de tais surtos não se retirassem tamanhas aspirações para que se formassem novas frases e destas belas palavras tornando a fazer belas poesias e frondosos contos que exaltam vidas e iluminam a vida dos que assim por dizer amam, não só uns aos outros, mas também aquilo que os rodeiam e tornam a engrandecer a tão bela vida?...
Acreditas em qual futuro?
Um dia todo este céu que esta guardado por todos os santos sob nossas cabeças ira mudar, como toda a vida abaixo de teus bigodes... Da mais simples forma de vida às mais complexas formas irão se mudar, sejam elas de lugar ou sejam elas de tuas formas de pensar...Sejamos francos, acreditas mesmo em minhas vorazes frases do para sempre? Assuma tua culpa e não se martirize por tudo se esvair, as mentiras vêem aos meus lábios tal como aos teus ouvidos, acreditas no futuro? Em que futuro, se já ao final destes parágrafos encontraras o passado ao relê-los.
Uma outra crença.
São passos incertos perdidos no escuro Sem grandes virtudes, de uma canção brutal sem sentido... Sem sentido!Estacas ferem...Os pulsos serram...Há muita dor...Deitado em seu leito, sangrando suspeito!(Pelos pulsos abertos)Entre as pernas quebradas por tua queda. (de andares altos)Pernas quebradas. Não servem pra andar...Rebeldes sem armas...Caídos a sangrar...Não fui à toa um desgraçado!Revolta e medo me consomem...Descaso Divino?Ou um despropósito maldito?Odiado demais, pelos olhos de meus próprios pais...E no céu!Malditos sejam vossos filhos...No céu.Que rezam em nome do pai, e desprezam aqueles excluídos.No céu.Vendidos sejam teus votos, que conclamam o nome de Cristo. No céu.Virgem Maria morrendo de fome. No céu. Entre aqueles que o descaso é bendito!
No cair da noite.
As gotas da chuva que caem como fogo derrama da fronte os aspectos noviços...
Inigualável artifício... Deixaram resquícios... Deixarão abismos.
Na chuva das lembranças caminharas só, na noite das magoas e dos tempos perdidos em esquinas sem sentido sob as luzes das estrelas que assobiam os medos em tua garganta... Levanta-te pra ganhar as moedas que paga o pão daqueles que o teto guarda sem noção do que acontece a ti...
Ela chora enquanto dança, o escuro grita: -“ Esta perdida sofrendo arrependida de estar à venda a carne velha e abatida”
Noites mal dormidas, o corpo mostra as marcas dos venenos indevidos, nas olheiras encontram a sorte de ainda caminhar ferida... Hoje é dia de cantar amores, dia dos roucos, as gotas que soam como tambores, dará valor aos loucos, ao lado dos que não brindam...
Inigualável artifício... Deixaram resquícios... Deixarão abismos.
Na chuva das lembranças caminharas só, na noite das magoas e dos tempos perdidos em esquinas sem sentido sob as luzes das estrelas que assobiam os medos em tua garganta... Levanta-te pra ganhar as moedas que paga o pão daqueles que o teto guarda sem noção do que acontece a ti...
Ela chora enquanto dança, o escuro grita: -“ Esta perdida sofrendo arrependida de estar à venda a carne velha e abatida”
Noites mal dormidas, o corpo mostra as marcas dos venenos indevidos, nas olheiras encontram a sorte de ainda caminhar ferida... Hoje é dia de cantar amores, dia dos roucos, as gotas que soam como tambores, dará valor aos loucos, ao lado dos que não brindam...
UMA E SEIS...*
HOJE AS PORTAS DOS SONHOS SERÃO ABERTAS ANTES DAS SEIS
POR QUE MESMO QUE PROCURES, NÃO EXISTE MAIS GRAÇA EM VOCÊS
É UM DESEJO EGOÍSTA , POUCO ALTRUÍSTA
QUERER A VOZ ESCRITA DA LUA FALANDO SÓMENTE AO PÉ DOS TEUS OLHOS
COM TEUS ERROS DE PORTUGUÊS,
COM TEU SOTAQUE NADA FRANCÊS...
MAS ENTENDA BEM QUANDO TE DISSER
QUE ESCREVIA E AINDA NEM HAVIA PASSADO DAS TRÊS
QUE SOMENTE SONHAR CONTIGO JÁ ME FARÁ BEM DESTA VEZ..
POR QUE MESMO QUE PROCURES, NÃO EXISTE MAIS GRAÇA EM VOCÊS
É UM DESEJO EGOÍSTA , POUCO ALTRUÍSTA
QUERER A VOZ ESCRITA DA LUA FALANDO SÓMENTE AO PÉ DOS TEUS OLHOS
COM TEUS ERROS DE PORTUGUÊS,
COM TEU SOTAQUE NADA FRANCÊS...
MAS ENTENDA BEM QUANDO TE DISSER
QUE ESCREVIA E AINDA NEM HAVIA PASSADO DAS TRÊS
QUE SOMENTE SONHAR CONTIGO JÁ ME FARÁ BEM DESTA VEZ..
Superar, ir além...
Intencionalmente caminhar Se tornar aquilo que é devido Voltado ao por do sol.Ludibriado por um tempo sim.Deitados estavam vendo apenas vultos e estrelas a estourar.É tempo de acordar, é chegada à hora de se superar.Devido e cabível foram nossos passos até agora, Mas os descompassos ditam agora a nova estrada.Decidiu andar? Decidi me superar e matar o mal que carregava em mim.Deixa-o partir, vá também, vou fazer um tempo por aqui vou entender este mal que há em mim... Sondar se cada passo foi em vão.Provar do pão que forjamos aqui, não vou ainda, não vou deixar morrer assim, vou superar isto em mim.Um crime aqui há de ser pago, em moedas forjadas pela desesperança, do futuro, pela liberdade da insegurança...Nem há justificativa além de estar aqui pela dor, pelo desgaste e por todo amor que tiveram entre si... Por hora nos basta... Supere isto em ti...
Guerra fria
E em uma noite sonhei, que era possível nos libertar.Mas a aurora brilhou e expôs cadáveres em valas,e crianças mutiladas que deixaram de brincar......por este crime nuclear! despedaça corpos e expõe os cortes incicatrizáveis e o medo de sonharO pão pisado, os dedos marcados por pólvora. Tentando catar os restos deixados pela maldade,com o teu inimigo interno gritando perdão!O que mais pode nos separaralém de nossos genes decompostos.pelo corrosivo ódio, expelido pelas bocas sujas de vossos canhões......de vossos canhões
Santa fé.
Afogando em lágrimas, E nos rios de sangue da idade média!Com os braços presos a sua maldade, E a boca fechada sem sinceridade!Pelas verdades do clero inquestionáveis...SONHOS, CRUZES, MEDO E DOR!Vitimas de um milênio de ignorância, Afundando nos mares de intolerância!Vidas tiradas, queimadas e caçadas.Em todos os sonhos, em todas as promessas. Vocês estão presentes com as suas cordas.E tochas... Amarrando-me e me fazendo Engolir sua maldita hóstiaHereges queimando na cruzPapas em tronos de ouro!Malditos carrascos do povo!A liberdade individual É um crime diante de teus olhos...
UNIÃO, PONTES, AMIZADES *
Procurava por um bom motivo, ou alguma inspiração
Pra dividir com o mundo minha intenção
uma ponte dois caminhos, vou segui-lo...
Paro e penso devo ir?
Toquei teus olhos, vou segui-los
Lembrei agora dos tempos dificeis
segui-los
Um dia nadando quase me afoguei
Corri para as pedras e não naufraguei
Será que desta vez sem ar vou ficar?
Nadando e errando um dia devo aprender a nadar...
Para uma boa técnica de nado precisa de paciência
Para uma boa conversa de amizade precisa de carência!
Pra você conseguir o que quer só o tempo lhe mostra,
Pois as ondas são fortes e a maré sempre sobe.
Quando passo por tudo isso penso no acaso e no raso.
Quando vejo nosso návio , fico arrepiado.
Na certeza de uma coisa sigo meu rumo,
Somos nos em outra dimensão...
do meu eterno passado, presente e futuro!
Você não sabe nadar mesmo, mas pode tentar!
Por que eu também não sei por isso somos unidos!
Pela incerteza da certeza...
pela insonia do sono...
Pela ponte querida, desejada e incapaz!
Unidos Por nós apenas!
Pra dividir com o mundo minha intenção
uma ponte dois caminhos, vou segui-lo...
Paro e penso devo ir?
Toquei teus olhos, vou segui-los
Lembrei agora dos tempos dificeis
segui-los
Um dia nadando quase me afoguei
Corri para as pedras e não naufraguei
Será que desta vez sem ar vou ficar?
Nadando e errando um dia devo aprender a nadar...
Para uma boa técnica de nado precisa de paciência
Para uma boa conversa de amizade precisa de carência!
Pra você conseguir o que quer só o tempo lhe mostra,
Pois as ondas são fortes e a maré sempre sobe.
Quando passo por tudo isso penso no acaso e no raso.
Quando vejo nosso návio , fico arrepiado.
Na certeza de uma coisa sigo meu rumo,
Somos nos em outra dimensão...
do meu eterno passado, presente e futuro!
Você não sabe nadar mesmo, mas pode tentar!
Por que eu também não sei por isso somos unidos!
Pela incerteza da certeza...
pela insonia do sono...
Pela ponte querida, desejada e incapaz!
Unidos Por nós apenas!
O quarto...
As paredes mediam pensamentos, nem permitem devaneios.
O teto impede o vôo, limita as asas e permite apenas um enjôo... Entorpecido, sufocado, igual, não há mudanças.
Os sonos, os relógios, não seguem o mesmo compasso. Natural... Talvez seja melhor parar. Deixar de pensar não faz tão mal. Posso até deixar pra lá. Talvez seja melhor deitar? Os pensamentos já pendem para o normal... Talvez já consiga descansar... Racional agora é aquele que ignora. Torna-te pedra para a empreita, Constrói seus castelos, e abismos. Torna-te cativo para a desfeita... E em seguida derruba-os...
O teto impede o vôo, limita as asas e permite apenas um enjôo... Entorpecido, sufocado, igual, não há mudanças.
Os sonos, os relógios, não seguem o mesmo compasso. Natural... Talvez seja melhor parar. Deixar de pensar não faz tão mal. Posso até deixar pra lá. Talvez seja melhor deitar? Os pensamentos já pendem para o normal... Talvez já consiga descansar... Racional agora é aquele que ignora. Torna-te pedra para a empreita, Constrói seus castelos, e abismos. Torna-te cativo para a desfeita... E em seguida derruba-os...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Graciliano Ramos
“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu oficio.
Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.
Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”
Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.
Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
CHUVA...*
A chuva que cai não assusta, seduz...
Uma carta, um aviso, apenas alguns passos e lá estava.
A garoar, a trovejar, a parafrasear e a calcular as conseqüências desta chuva de pensar...
Olhe sempre mais adiante do que o olhar pode lhe mostrar
Por trás do sol, haverá tempestades, por trás das tempestades haverá covardes.
Mas não te amedronte diante das impossibilidades do novo abrigo.
As goteiras haverão, invadirá tua morada, fortes golpes de ar gelado que das ruas vem gritando, zombando, perturbando...
Mas após alguns dias caminhando na chuva percebe-se a paz, o clarear dos dias, e o dispersar das nuvens...
E felizes serão aqueles que caminhando duramente pelas ruas esburacadas, embaixo das trovoadas, encontrarão enfim a liberdade que de ti fora roubada.
Uma carta, um aviso, apenas alguns passos e lá estava.
A garoar, a trovejar, a parafrasear e a calcular as conseqüências desta chuva de pensar...
Olhe sempre mais adiante do que o olhar pode lhe mostrar
Por trás do sol, haverá tempestades, por trás das tempestades haverá covardes.
Mas não te amedronte diante das impossibilidades do novo abrigo.
As goteiras haverão, invadirá tua morada, fortes golpes de ar gelado que das ruas vem gritando, zombando, perturbando...
Mas após alguns dias caminhando na chuva percebe-se a paz, o clarear dos dias, e o dispersar das nuvens...
E felizes serão aqueles que caminhando duramente pelas ruas esburacadas, embaixo das trovoadas, encontrarão enfim a liberdade que de ti fora roubada.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
...À PARTIR DE AGORA....*
É um estranho quente dia, nem se caminha nem se fica parado.
Estranhamente o tempo dos marcadores parou, não se movem, não se envolvem...
Existem muitas vozes, algumas são por vezes atrozes. E nem há quem as ignorem.
Elas ficam zumbindo baixinho no ouvido dos que não dormem...
Percebe-se pelo rumo dos ventos o quão longínquos ficam teus castelos, teus barcos à vela.
Os lugares de onde escreves teus passos, teus poemas, teus retratos.
Sem embarcação, sinais ou força não da para caminhar rumo a novos horizontes...
Ainda pulsa a ansiedade, e uma vontade em meio ao sangue quente.
Mas as placas desta estrada dizem que o melhor é parar.
Elas falam baixinho e me aconselham voltar.
Ainda ferve e rubra as maçãs da face, o olhar.
Mas isto não mais ira nos consolar, nem coragem ira nos dar...
Os olhos se fecham e enxergam o que há para se ver.
Em meio a tantas nuvens e trovoadas enxerga-se uma verdade, uma única verdade
Não há como seguir dois barcos nesta estrada, não há mares nestes asfaltos para por este marinheiro serem navegados.
Estaciono meus remos aqui mesmo neste chão...
Sem fazer menção honrosa as verdades que já acreditei...
Mas hoje eu sei que parado aqui não quero mais estar, portanto caminharei.
Estranhamente o tempo dos marcadores parou, não se movem, não se envolvem...
Existem muitas vozes, algumas são por vezes atrozes. E nem há quem as ignorem.
Elas ficam zumbindo baixinho no ouvido dos que não dormem...
Percebe-se pelo rumo dos ventos o quão longínquos ficam teus castelos, teus barcos à vela.
Os lugares de onde escreves teus passos, teus poemas, teus retratos.
Sem embarcação, sinais ou força não da para caminhar rumo a novos horizontes...
Ainda pulsa a ansiedade, e uma vontade em meio ao sangue quente.
Mas as placas desta estrada dizem que o melhor é parar.
Elas falam baixinho e me aconselham voltar.
Ainda ferve e rubra as maçãs da face, o olhar.
Mas isto não mais ira nos consolar, nem coragem ira nos dar...
Os olhos se fecham e enxergam o que há para se ver.
Em meio a tantas nuvens e trovoadas enxerga-se uma verdade, uma única verdade
Não há como seguir dois barcos nesta estrada, não há mares nestes asfaltos para por este marinheiro serem navegados.
Estaciono meus remos aqui mesmo neste chão...
Sem fazer menção honrosa as verdades que já acreditei...
Mas hoje eu sei que parado aqui não quero mais estar, portanto caminharei.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
RUMO AO NOVO TEMPO. *
O tempo levara tudo, eu, tu, ele, nós, vós e eles...
Tudo se vai, menos o ouro de nossas mais profundas experiências.
Quero ver tu covarde tempo roubar-nos nossos pensamentos, nossos segredos.
Tente ingrato, devorador de pessoas, filho bastardo de Deuses revoltados, que invejando aos humanos, nos manda tu para devorar-nos.
Tu és só mais um, entre tantos outros, que deseja roubar nosso melhor...
Tens pouco tempo ó tempo para tentar, pois aqui, pouco tempo pretendo ficar, não esperarei tempo algum por ti...Não serei roubado por ti...
Tentaras a vida toda e a este que te escreve não alcançaras...
Até, já é tempo...
Pois para nós pouco tempo sobra, portanto, vou de encontro ao que já há tempos adio, e quem sabe assim ganho um pouco mais de tempo para nós...
Tudo se vai, menos o ouro de nossas mais profundas experiências.
Quero ver tu covarde tempo roubar-nos nossos pensamentos, nossos segredos.
Tente ingrato, devorador de pessoas, filho bastardo de Deuses revoltados, que invejando aos humanos, nos manda tu para devorar-nos.
Tu és só mais um, entre tantos outros, que deseja roubar nosso melhor...
Tens pouco tempo ó tempo para tentar, pois aqui, pouco tempo pretendo ficar, não esperarei tempo algum por ti...Não serei roubado por ti...
Tentaras a vida toda e a este que te escreve não alcançaras...
Até, já é tempo...
Pois para nós pouco tempo sobra, portanto, vou de encontro ao que já há tempos adio, e quem sabe assim ganho um pouco mais de tempo para nós...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
ROSAS
Diga-me meu caro como não regar uma planta que não queremos ver morrer?
Se as tuas lágrimas já são de toda fartura para irrigar tuas pétalas...
Em meu pequeno planeta existiam muitas plantas
Poucas delas mereciam tantas atenções... Regarei sempre que puder estas plantações de carência, estes arbustos de sorriso, estes pés de felicidade...
Ensinarei certos passos de dança para as rosas elas aprendem facilmente a dançar...A cantar...E a sorrir...
Rosas belas, verdes, azuis e amarelas...Quereria poder viajar e comigo levar todas elas, mas não da até pro baile todas as flores de meu jardim levar. Mas eu vou voltar e contigo vou dançar, eu hei de dançar contigo rosa mais linda da cor do mar...
Se as tuas lágrimas já são de toda fartura para irrigar tuas pétalas...
Em meu pequeno planeta existiam muitas plantas
Poucas delas mereciam tantas atenções... Regarei sempre que puder estas plantações de carência, estes arbustos de sorriso, estes pés de felicidade...
Ensinarei certos passos de dança para as rosas elas aprendem facilmente a dançar...A cantar...E a sorrir...
Rosas belas, verdes, azuis e amarelas...Quereria poder viajar e comigo levar todas elas, mas não da até pro baile todas as flores de meu jardim levar. Mas eu vou voltar e contigo vou dançar, eu hei de dançar contigo rosa mais linda da cor do mar...
PRESENTE
Percebi nos teus olhos alguma luz que no fundo era realmente resultado de muita dor e sofrimento...Esse olhar me chama atenção: é sofrido, calado e curioso.Ele mantém a chama de nunca, jamais apagar...Busca pela vida, brilho nos teus olhos! Busca pelo saber, brilhantes a seguir esse rumo sem fim, sem rumo enfim! Seus olhos revelam muito de sua historia. Os olhares são a porta para a alma e possui a chave para o coração. No olhar podemos ver ate onde quero ir, ate onde e como quero chegar...Minhas escolhas me acompanham, embora longe do meu habitat. Elas crescem se desenvolvem e eu, eu não quero ver a vida passar por mim, eu quero acompanhá-la de mãos dadas a esse crescimento gradativo e continuo que se chamam meus filhos! Olhares de uma vida, escolhas que se vão...Apenas isso amigo, cresça com sua posterioridade, cresça e aprenda com esse fruto. Seu filho!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Mais de ti mesmo
É só mais um momento, não encare isto por uma perspectiva de oportunidade tu poderás frustrar-se. Não chame este instante de milagroso, foi só mais um entre tantos outros, e este também pode ser doloroso.
Não tentes provar que a vida é longa, tão curta é a própria que te assustaria se conhecestes a essência do fim, estiveras lá? Ó não, e como ousas a este dizer coisas sobre o inicio, e como flertas com os horizontes que desconhece, tu és humano falho e indevidamente colocado fora de seu espaço e tempo, as mesmas crateras que encontrei com lentes de lupa em ti encontrei aqui, e encontrei ali...
Não tentes provar que a vida é longa, tão curta é a própria que te assustaria se conhecestes a essência do fim, estiveras lá? Ó não, e como ousas a este dizer coisas sobre o inicio, e como flertas com os horizontes que desconhece, tu és humano falho e indevidamente colocado fora de seu espaço e tempo, as mesmas crateras que encontrei com lentes de lupa em ti encontrei aqui, e encontrei ali...
Coração.
Com uma faca na mão. Rasgou do peito a bomba que fluía o sangue misturado ao álcool... Rompeu as paredes pintadas, com tintas falsas e frases que prometiam revolução... E da visão distorcida!Tirou um proveito imoral. Mas lhe permitiu dançar sobre seus próprios pés, uma dança profana. Não reclamou diante da dor que consumia teu fogo vital. Dor alheia não interessa, promessas são feitas e quebradas...
O assassino de Deus.
Um céu tão vasto e cheio de mitos e irrealidades.
Bestiais amadores habitam espaços infinitos.
Porém nasci pra que eles venham a morrer.
Sou um assassino de Deuses.
Nasci pra fazer deles instrumentos do meu prazer.
Canto aos céus pra ver caindo anjos.
Danço nas nuvens pra fazer chorar os demônios.
Sou assim um matador de Deuses, matarei hoje aquele que habita em mim.
Bestiais amadores habitam espaços infinitos.
Porém nasci pra que eles venham a morrer.
Sou um assassino de Deuses.
Nasci pra fazer deles instrumentos do meu prazer.
Canto aos céus pra ver caindo anjos.
Danço nas nuvens pra fazer chorar os demônios.
Sou assim um matador de Deuses, matarei hoje aquele que habita em mim.
Serei eu meu próprio fim...
Eu sou assim um vândalo que engole livros e cospe poesias, eu sou um enviado do inferno pra te fazer mal, e te falar dos vivos.
Eu sou um maníaco que engole as palavras pra falar lembranças, pouco me importo com a ausência dos que não querem estar aqui, não gosto dos que cultuam as esperanças, eu sou assim agora compro lendas pra contar no meu fim, afirmo as mentiras pra te ver sorrir, eu sou assim meu próprio começo e fim...
Eu sou um maníaco que engole as palavras pra falar lembranças, pouco me importo com a ausência dos que não querem estar aqui, não gosto dos que cultuam as esperanças, eu sou assim agora compro lendas pra contar no meu fim, afirmo as mentiras pra te ver sorrir, eu sou assim meu próprio começo e fim...
Em outro dia...
“Amanheceu mais um dia de chorar sozinho, baixinho”.
Hoje será mais um dia de blasfemar os Deuses... De cuspir nas cruzes, deitar nos templos e lamentar as perdas sozinho...
Será apenas mais um dia de dormir sozinho, no escuro, e lembrar teus modos, e falar sozinho, no escuro baixinho de um medo absurdo!
Hoje é dia de dormir pouco e pensar baixinho se hoje é um bom dia pra morrer ou chorar de novo sozinho?”.
Hoje será mais um dia de blasfemar os Deuses... De cuspir nas cruzes, deitar nos templos e lamentar as perdas sozinho...
Será apenas mais um dia de dormir sozinho, no escuro, e lembrar teus modos, e falar sozinho, no escuro baixinho de um medo absurdo!
Hoje é dia de dormir pouco e pensar baixinho se hoje é um bom dia pra morrer ou chorar de novo sozinho?”.
Continue em frente, não pare agora pelos teus...
Intencionalmente caminhar
Se tornar aquilo que é devido
Voltado ao por do sol.
Ludibriado por um tempo sim.
Deitados estavam vendo apenas vultos e estrelas a estourar.
É tempo de acordar, é chegada à hora de se superar.
Devido e cabível foram nossos passos até agora,
Mas os descompassos ditam agora a nova estrada.
Decidiu andar? Decidi me superar e matar o mal que carregava em mim.
Deixa-o partir, vá também, vou fazer um tempo por aqui vou entender este mal que há em mim... Sondar se cada passo foi em vão.
Provar do pão que forjamos aqui, não vou ainda, não vou deixar morrer assim, vou superar isto em mim.
Um crime aqui há de ser pago, em moedas forjadas pela desesperança, do futuro, pela liberdade da insegurança...
Nem há justificativa além de estar aqui pela dor, pelo desgaste e por todo amor que tiveram entre si... Por hora nos basta... Supere isto em ti...
Se tornar aquilo que é devido
Voltado ao por do sol.
Ludibriado por um tempo sim.
Deitados estavam vendo apenas vultos e estrelas a estourar.
É tempo de acordar, é chegada à hora de se superar.
Devido e cabível foram nossos passos até agora,
Mas os descompassos ditam agora a nova estrada.
Decidiu andar? Decidi me superar e matar o mal que carregava em mim.
Deixa-o partir, vá também, vou fazer um tempo por aqui vou entender este mal que há em mim... Sondar se cada passo foi em vão.
Provar do pão que forjamos aqui, não vou ainda, não vou deixar morrer assim, vou superar isto em mim.
Um crime aqui há de ser pago, em moedas forjadas pela desesperança, do futuro, pela liberdade da insegurança...
Nem há justificativa além de estar aqui pela dor, pelo desgaste e por todo amor que tiveram entre si... Por hora nos basta... Supere isto em ti...
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