A poesia se iguala às chuvas
De quando em quando pingam algumas gotas
De manhã, a tardezinha ou com o cair da noite.
Mas às vezes passam dias sem chover, e sem poema fazer.
Passam-se semanas e a inspiração nem vem saber
Se as coisas vão bem por aqui, e nem vai se surpreender.
Ao saber que nada floresceu ali, pois faz tempo que choveu.
Mas nem é de todo impossível compreender
Porque poemas ninguém mais leu.
No momento não há ventos nem tormentos
Nem duvidas nem lamentos...
Os amantes se foram, disseram o que havia nada mais para dizer.
Nem ficaram mais sob a luz da lua...
Naquela mesma rua.
Todas as promessas silenciosas foram quebradas
Pelas trovoadas.
Parece verão, às vezes faz aquele sol de cegar a visão.
E no final do dia a chuva vem sem compaixão
E os poetas escrevem seus contos e poemas no fundo
Das celas de tua prisão.