Luto, pelos pobres sentimentos que morreram durante a guerra.
Sem água, comida ou terra...
Pelos que sucumbiram diante da vaidade das belas
Pela arrogância dos injustos que vivem presos nas promessas das tele-telas.
Declaro resistência aos sentimentos que condenam os fracos à perdição
Aos que veneram sem ver e amam sem temer o grande irmão.
Ao veneno que ataca os frágeis de pensamentos bons e os pobres de coração.
Guerra declarada aos vampiros que sugam o sangue e rondam a espreita de novas
Vitimas da solidão.
Que condena os próprios irmãos a lutarem por medo ou receio de se verem caindo nas graças do Deus da guerra ou do trovão.
Perdôo todos aqueles que no final se acovardaram e correram ao ver que não haveria troféu ao vencer.
Nas batalhas das mil e uma noites às claras nenhuma das partes conquistara sequer uma medalha.
Nas barricadas estavam poetas conterrâneos de minha terra e do estrangeiro não tão longe.
Alguns se encontravam sós, outros com algum escudeiro.
Em sua maioria eram solitários guerreiros...
Nos campos travaram-se inúmeras batalhas,
Algumas com grandes perdas,
Outras apenas com pequenas palavras de finezas ao vento se perderam...
Apenas um estopim, aceso o pavio não houve um só combatente que não ouviu.
Uma luz forte surgiu.
Aconteceu uma forte explosão seguida de um brusco silencio, um momento.
Uma forte onda de calor tomou-lhes as faces, sabiam que dali pra frente tudo mudaria.
Que naqueles campos não mais se encontrariam.
O suor misturado com as lagrimas cuidaria de semear as novas safras de poesias e canções.
Em novos campos surgiriam sucessores para teus feitos.
Perceberam que das infindáveis guerras nada daria, e a lugares algum chegariam...