Lá se vai distante o gigante...
E leva consigo em vossa bagagem histórias das vossas glórias e vitórias
Deixa com os teus, grandes saudades de teus atos de nobre errante.
Vais a andar por outros caminhos e a desbravar as estradas de terra que o levarão ao teu lar,
Lá vai ele sem titubear, sem medo do que a estrada nova pode não lhe mostrar.
Deixastes aqui grandes escudeiros, simples tal como ele!
De sangue vermelho, sem armaduras, mas nobres guerreiros.
Estes fiéis sonhadores um dia foram dados como ébrios,
Mas o medo dos cemitérios.
Os fizeram reatar com a sobriedade que a vida a vós da.
E lá se vai, lá longe a caminhar, o gigante que um dia nos fizera cantar.
Muitas vezes calar, muitas vezes pensar, e lutar.
Principalmente lutar.
Lá se vai, notado no horizonte a levar aos montes batalhas vencidas, guerras indefinidas.
Talvez para as ilhas, vais agora morada plantar no sertão ou perto do mar.
Outros de tua companhia vão se agradar...
Sabe-se bem que deixara aqui a flor da lembrança e os botões da esperança a desabrochar
Um dia destes, ele há de voltar, para novas plantações em ti realizar.
E a colheita contigo fazer das memórias boas que estão sempre a florescer.
segunda-feira, 30 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
LETRAS MAIÚSCULAS E ASTERISTICOS
Já faz um tempo que a pena em conversa com o papel
Recobrava as memórias e cogitara uma carta escrever-te
Pra lhe questionar como estas a viver e a sonhar.
Como andas a brincar, se já fazes de teus dias passos felizes a passear.
Mas ambos pensaram que talvez seria melhor nada fazer.
Pois ainda nem chegara o anoitecer...
E ambos sabiam que tu sempre chegavas há estas horas para com eles ter.
Pensaram em talvez te ligar, mas melhor refletiram,
E consentiram em deixar a esta atroz vontade passar.
Pois muitas horas ainda haveriam de passar.
Até tu voltar a querer escrever, prosas, cantos e versos com eles até o amanhecer.
Sabem bem que o tempo ira transformar.
A saudade e a angustia em lembranças boas tal como som das ondas do mar.
Sabem que ela, a saudade,
Nada trará de volta, o que se perdeu se foi nos braços das memórias.
Nas graças dos desentendimentos, e dos maus dizeres...
Mas pelo menos aprenderam a cultivar novas e raras flores para se defenderem.
Granadas, facas e estopins em seus jardins.
Sabe-se claramente que algo ali floresceu.
Uma rosa, uma adaga ou uma flecha.
Das três qualquer uma ajudar-vos-iam a vencer
Este triste incomodo, este sobro baixo do arrependimento.
Que leva a esta guerra sem trégua que faz a todo tempo imaginar
Se não existisse o sofrimento do pensar,
Em como seria,
Se tudo fosse diferente de como o foi,
Isto nem a Esfinge ou a poesia poderia responder...
Mas quem sabe com a sabedoria do tempo e do viver
Respostas um dia,
Poderão vir a ter...
Recobrava as memórias e cogitara uma carta escrever-te
Pra lhe questionar como estas a viver e a sonhar.
Como andas a brincar, se já fazes de teus dias passos felizes a passear.
Mas ambos pensaram que talvez seria melhor nada fazer.
Pois ainda nem chegara o anoitecer...
E ambos sabiam que tu sempre chegavas há estas horas para com eles ter.
Pensaram em talvez te ligar, mas melhor refletiram,
E consentiram em deixar a esta atroz vontade passar.
Pois muitas horas ainda haveriam de passar.
Até tu voltar a querer escrever, prosas, cantos e versos com eles até o amanhecer.
Sabem bem que o tempo ira transformar.
A saudade e a angustia em lembranças boas tal como som das ondas do mar.
Sabem que ela, a saudade,
Nada trará de volta, o que se perdeu se foi nos braços das memórias.
Nas graças dos desentendimentos, e dos maus dizeres...
Mas pelo menos aprenderam a cultivar novas e raras flores para se defenderem.
Granadas, facas e estopins em seus jardins.
Sabe-se claramente que algo ali floresceu.
Uma rosa, uma adaga ou uma flecha.
Das três qualquer uma ajudar-vos-iam a vencer
Este triste incomodo, este sobro baixo do arrependimento.
Que leva a esta guerra sem trégua que faz a todo tempo imaginar
Se não existisse o sofrimento do pensar,
Em como seria,
Se tudo fosse diferente de como o foi,
Isto nem a Esfinge ou a poesia poderia responder...
Mas quem sabe com a sabedoria do tempo e do viver
Respostas um dia,
Poderão vir a ter...
terça-feira, 17 de março de 2009
Chove chuva, poesia sem parar...
A poesia se iguala às chuvas
De quando em quando pingam algumas gotas
De manhã, a tardezinha ou com o cair da noite.
Mas às vezes passam dias sem chover, e sem poema fazer.
Passam-se semanas e a inspiração nem vem saber
Se as coisas vão bem por aqui, e nem vai se surpreender.
Ao saber que nada floresceu ali, pois faz tempo que choveu.
Mas nem é de todo impossível compreender
Porque poemas ninguém mais leu.
No momento não há ventos nem tormentos
Nem duvidas nem lamentos...
Os amantes se foram, disseram o que havia nada mais para dizer.
Nem ficaram mais sob a luz da lua...
Naquela mesma rua.
Todas as promessas silenciosas foram quebradas
Pelas trovoadas.
Parece verão, às vezes faz aquele sol de cegar a visão.
E no final do dia a chuva vem sem compaixão
E os poetas escrevem seus contos e poemas no fundo
Das celas de tua prisão.
De quando em quando pingam algumas gotas
De manhã, a tardezinha ou com o cair da noite.
Mas às vezes passam dias sem chover, e sem poema fazer.
Passam-se semanas e a inspiração nem vem saber
Se as coisas vão bem por aqui, e nem vai se surpreender.
Ao saber que nada floresceu ali, pois faz tempo que choveu.
Mas nem é de todo impossível compreender
Porque poemas ninguém mais leu.
No momento não há ventos nem tormentos
Nem duvidas nem lamentos...
Os amantes se foram, disseram o que havia nada mais para dizer.
Nem ficaram mais sob a luz da lua...
Naquela mesma rua.
Todas as promessas silenciosas foram quebradas
Pelas trovoadas.
Parece verão, às vezes faz aquele sol de cegar a visão.
E no final do dia a chuva vem sem compaixão
E os poetas escrevem seus contos e poemas no fundo
Das celas de tua prisão.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Mascaras
O vento sopra lento, fresco quase sereno.
Vem com calma, com uma certa suavidade pronta pra abalar.
Pra tentar derrubar, transtornar os mais convictos e sinceros sentimentos.
Trás verdades quase inquestionáveis
De que após ele arrastar e ir embora
Ira deixar as mentiras expostas aqui
Feridas abertas e incuráveis.
A chuva vem violenta como uma noticia do final de certos tempos
Não vai haver cura ou desculpas para tantas palavras escondidas.
Nem portas que levarão para outros novos caminhos...
O veneno que corre hoje nas veias é fruto, da obsessão.
Fruto da ética, do respeito e da consagração de tantos segredos falsos.
O caminho é escrito e desenhado a cada passo,
A cada caminhada uma nova estrada.
A cada nova estrada uma renuncia.
E a cada sinuosa e nova pergunta.
Uma nova mascara que cai...
E expõe uma nova face que assusta.
Vem com calma, com uma certa suavidade pronta pra abalar.
Pra tentar derrubar, transtornar os mais convictos e sinceros sentimentos.
Trás verdades quase inquestionáveis
De que após ele arrastar e ir embora
Ira deixar as mentiras expostas aqui
Feridas abertas e incuráveis.
A chuva vem violenta como uma noticia do final de certos tempos
Não vai haver cura ou desculpas para tantas palavras escondidas.
Nem portas que levarão para outros novos caminhos...
O veneno que corre hoje nas veias é fruto, da obsessão.
Fruto da ética, do respeito e da consagração de tantos segredos falsos.
O caminho é escrito e desenhado a cada passo,
A cada caminhada uma nova estrada.
A cada nova estrada uma renuncia.
E a cada sinuosa e nova pergunta.
Uma nova mascara que cai...
E expõe uma nova face que assusta.
quinta-feira, 12 de março de 2009
DIA CHUVOSO
São alguns barulhos que fazem isto,
Não tem nada haver com o silêncio
Mas com o barulho do silêncio
São as lagrimas que libertam e não as palavras.
Não são as verdades as preferências
Preferem-se as mentiras a encarar as maldades
Esta é uma outra verdade...
As fugas nem sempre podem ser as melhores alternativas, mas curam cânceres.
Trazem luminosidade, que antes faltava...
Abrem as janelas, deixeis a luz entrar por elas.
Encare a realidade, é de luz que sempre precisava a flor que tu ganhara.
As dores nunca vão passar, mas o tempo vai minimizar cada uma delas.
E uma hora o costume ira fazer tudo mudar...
Não tem nada haver com o silêncio
Mas com o barulho do silêncio
São as lagrimas que libertam e não as palavras.
Não são as verdades as preferências
Preferem-se as mentiras a encarar as maldades
Esta é uma outra verdade...
As fugas nem sempre podem ser as melhores alternativas, mas curam cânceres.
Trazem luminosidade, que antes faltava...
Abrem as janelas, deixeis a luz entrar por elas.
Encare a realidade, é de luz que sempre precisava a flor que tu ganhara.
As dores nunca vão passar, mas o tempo vai minimizar cada uma delas.
E uma hora o costume ira fazer tudo mudar...
quarta-feira, 11 de março de 2009
MEMÓRIAS PÓSTUMAS
Este que humildemente se atreve a escrever.
Frágeis linhas sobre meu viver.
Pretende um simples relato fazer.
Não muito claro, mas talvez tu até venhas um certo dia a entender.
Será uma carta rica em memórias, deixada para meus ditos póstumos.
Intencionalmente escrita e confabulada para única e exclusivamente falar de mim.
Uma carta simples sem muitos prólogos, com muito a dizer em tuas entrelinhas.
Direta sem rodeios para que futuramente quem se aventurar a lê-la não devas eu ter que explicar.
Até mesmo porque as causalidades da vida não permitirão tais mimos futuros.
Garanto que aquele que se propor a ler não se sentiras em um monólogo.
Pois bem sei que alguém lerá e com o texto dialogará.
Perguntaras quem fui, o que fiz, qual legado deixei, por quais canções suspiros eu dei.
Por onde andei, com quem andei?
A quem amei, em quais livros me inspirei, o que comi, a quem ouvi.
Com quem falava, quem odiei, por que chorei, por quem chorei, onde nasci, onde e como morri?
Responderei com toda classe e elegância de poeta que aprendi.
Minuciosamente tais questões, porém não aqui responderei a ti.
Que comigo convives, que nutre sentimento de dor ou de amor por este sóbrio sonhador.
Assim bem sei que minha história contada eu terei.
Pois de mim vocês falarão, bem ou mal assim dirão:
-Não sei bem não, atenção para este ai nunca dei, nem favor a ele prestei!
-Aquele ali ia e vinha sem falar, sem parar, sem cumprimentar...
Sempre muito a pensar, acho que até a sonhar com aqueles olhos abertos absortos em olheiras, acho que não dormia não.
-Às vezes ao longo vinha a sorrir, às vezes sozinho a falar via-o caminhando a lamentar...
-Um dia deste o vi lendo, noutro dia já o vi de pena não mão escrevendo...
-Muitas paixões este cão de rua deveras teve...
Porém com poucas de mão nas mãos se permitiu caminhar.
A luz da lua ou do dia, tal como um amante o faria.
-Do trabalho aquele ali nunca foi fã, mas ia e seu trabalho fazia.
-Não se envolvia com os demais, não se iludia e vivia o dia a dia...
-Preferia assim como ele mesmo dizia: “-Bater um bom papo até a luz do dia em minha janela aportar”.
Não fui o melhor de minha etnia, porém não só de ar e água vivi.
Exigi com toda propriedade os melhores tratos e por isto sozinho sem as graças de outrem muitas vezes me encontrei.
De poemas não vivi, porém a pouca malandragem que a mim sobrara me ajudara algum tempo arranjar para que a alguém pudesse eu presentear com cartas ou textos repletas de meus devaneios e divagações.
Problemas com as conclusões aqui encontro, como falar de minha morte se ainda encontro-me em vida?
Encorajo a vos amigo ou amiga este relato terminar, não ouses minhas palavras usar.
Mas conclamo a ti me ajudar a concluir esta pagina que muitas vezes felicidades me trouxe só de tu me dizer que duvidas tinha sobre o que eu me propunha a escrever.
De minha morte não temas falar, de o brilho ou ofusque como quiseres, mas não poupe os ouvidos dos teus ou dos meus com certo receio do que os outros de ti vão pensar.
Ponho meu ponto aqui ".", mas acrescento uma virgula ao fim, para que tu venha a tua parte fazer e me permita descansar. “,” ...
Frágeis linhas sobre meu viver.
Pretende um simples relato fazer.
Não muito claro, mas talvez tu até venhas um certo dia a entender.
Será uma carta rica em memórias, deixada para meus ditos póstumos.
Intencionalmente escrita e confabulada para única e exclusivamente falar de mim.
Uma carta simples sem muitos prólogos, com muito a dizer em tuas entrelinhas.
Direta sem rodeios para que futuramente quem se aventurar a lê-la não devas eu ter que explicar.
Até mesmo porque as causalidades da vida não permitirão tais mimos futuros.
Garanto que aquele que se propor a ler não se sentiras em um monólogo.
Pois bem sei que alguém lerá e com o texto dialogará.
Perguntaras quem fui, o que fiz, qual legado deixei, por quais canções suspiros eu dei.
Por onde andei, com quem andei?
A quem amei, em quais livros me inspirei, o que comi, a quem ouvi.
Com quem falava, quem odiei, por que chorei, por quem chorei, onde nasci, onde e como morri?
Responderei com toda classe e elegância de poeta que aprendi.
Minuciosamente tais questões, porém não aqui responderei a ti.
Que comigo convives, que nutre sentimento de dor ou de amor por este sóbrio sonhador.
Assim bem sei que minha história contada eu terei.
Pois de mim vocês falarão, bem ou mal assim dirão:
-Não sei bem não, atenção para este ai nunca dei, nem favor a ele prestei!
-Aquele ali ia e vinha sem falar, sem parar, sem cumprimentar...
Sempre muito a pensar, acho que até a sonhar com aqueles olhos abertos absortos em olheiras, acho que não dormia não.
-Às vezes ao longo vinha a sorrir, às vezes sozinho a falar via-o caminhando a lamentar...
-Um dia deste o vi lendo, noutro dia já o vi de pena não mão escrevendo...
-Muitas paixões este cão de rua deveras teve...
Porém com poucas de mão nas mãos se permitiu caminhar.
A luz da lua ou do dia, tal como um amante o faria.
-Do trabalho aquele ali nunca foi fã, mas ia e seu trabalho fazia.
-Não se envolvia com os demais, não se iludia e vivia o dia a dia...
-Preferia assim como ele mesmo dizia: “-Bater um bom papo até a luz do dia em minha janela aportar”.
Não fui o melhor de minha etnia, porém não só de ar e água vivi.
Exigi com toda propriedade os melhores tratos e por isto sozinho sem as graças de outrem muitas vezes me encontrei.
De poemas não vivi, porém a pouca malandragem que a mim sobrara me ajudara algum tempo arranjar para que a alguém pudesse eu presentear com cartas ou textos repletas de meus devaneios e divagações.
Problemas com as conclusões aqui encontro, como falar de minha morte se ainda encontro-me em vida?
Encorajo a vos amigo ou amiga este relato terminar, não ouses minhas palavras usar.
Mas conclamo a ti me ajudar a concluir esta pagina que muitas vezes felicidades me trouxe só de tu me dizer que duvidas tinha sobre o que eu me propunha a escrever.
De minha morte não temas falar, de o brilho ou ofusque como quiseres, mas não poupe os ouvidos dos teus ou dos meus com certo receio do que os outros de ti vão pensar.
Ponho meu ponto aqui ".", mas acrescento uma virgula ao fim, para que tu venha a tua parte fazer e me permita descansar. “,” ...
quinta-feira, 5 de março de 2009
NADA DEMAIS
Pois tantas vezes andamos do lado contrario
Dizemos as frases erradas em horas inapropriadas
Talvez fossemos menos frustrados se ao menos acertássemos
A hora certa de não errar nas palavras...
Mas ao meu ver a vontade de sofrer ainda é maior
Do que à vontade de quebrar as barreiras, as geleiras que a nós separam.
Deixeis assim, não tenteis entender...
Os sonhos nos ajudarão a compreender o porque de nunca enxergarmos
Um pouco além de nossos receios, de nossos recados, segredos...
Que somente nós mesmos sabemos...
Dizemos as frases erradas em horas inapropriadas
Talvez fossemos menos frustrados se ao menos acertássemos
A hora certa de não errar nas palavras...
Mas ao meu ver a vontade de sofrer ainda é maior
Do que à vontade de quebrar as barreiras, as geleiras que a nós separam.
Deixeis assim, não tenteis entender...
Os sonhos nos ajudarão a compreender o porque de nunca enxergarmos
Um pouco além de nossos receios, de nossos recados, segredos...
Que somente nós mesmos sabemos...
SEGREDO
Eu ouso comigo uma jóia guardar
Ouso para o país dos mortos um dia levar
O segredo que tu a mim confiara
E disseste pra que eu guarda-se e para ninguém nesta vida conta-se.
Palavras tão doces e belas me dissestes em segredo...
Aqui bem no beiral de minha janela
Promessa eu fizera, e tu agora iras para mim prometer.
Que em meu leito de morte tu iras acender uma vela preta,
E uma prece fazer...
Por eu ter guardado este diamante pro teu bel prazer.
E por ter te estimado sem nunca te ter.
Ouso para o país dos mortos um dia levar
O segredo que tu a mim confiara
E disseste pra que eu guarda-se e para ninguém nesta vida conta-se.
Palavras tão doces e belas me dissestes em segredo...
Aqui bem no beiral de minha janela
Promessa eu fizera, e tu agora iras para mim prometer.
Que em meu leito de morte tu iras acender uma vela preta,
E uma prece fazer...
Por eu ter guardado este diamante pro teu bel prazer.
E por ter te estimado sem nunca te ter.
NOITES DE VERÃO
Noites quentes de verões sorridentes
Que mandam pra rua as crianças
Correr de lá para cá felizes e contentes
Se eu morasse ai perto de tua casa
Depois de palmas bater, diria:
- Ô de casa...
Se estivesse a sorrir para mim,
Digo-te caia para cá fora do teu portão
Traga água gelada, e se senta comigo aqui na porta de tua morada!
A noite se encontra em estado de pura beleza e clareza
Não quero que me veja indo ainda hoje no ultimo trem para casa embora
Bora jogar conversa fora?
Ficar a contar vaga-lumes sem pensar na hora,
Observados seremos pelas corujas curiosas pela nossa presença na noite que é delas.
Deitados aqui na calçada e escutar as cigarras fazer serenatas
Por hoje não escreverei cartas, verei o dia amanhecer dizendo bom dia.
Para os que dormiram fora de suas casas...
Que mandam pra rua as crianças
Correr de lá para cá felizes e contentes
Se eu morasse ai perto de tua casa
Depois de palmas bater, diria:
- Ô de casa...
Se estivesse a sorrir para mim,
Digo-te caia para cá fora do teu portão
Traga água gelada, e se senta comigo aqui na porta de tua morada!
A noite se encontra em estado de pura beleza e clareza
Não quero que me veja indo ainda hoje no ultimo trem para casa embora
Bora jogar conversa fora?
Ficar a contar vaga-lumes sem pensar na hora,
Observados seremos pelas corujas curiosas pela nossa presença na noite que é delas.
Deitados aqui na calçada e escutar as cigarras fazer serenatas
Por hoje não escreverei cartas, verei o dia amanhecer dizendo bom dia.
Para os que dormiram fora de suas casas...
LUTO.
Luto, pelos pobres sentimentos que morreram durante a guerra.
Sem água, comida ou terra...
Pelos que sucumbiram diante da vaidade das belas
Pela arrogância dos injustos que vivem presos nas promessas das tele-telas.
Declaro resistência aos sentimentos que condenam os fracos à perdição
Aos que veneram sem ver e amam sem temer o grande irmão.
Ao veneno que ataca os frágeis de pensamentos bons e os pobres de coração.
Guerra declarada aos vampiros que sugam o sangue e rondam a espreita de novas
Vitimas da solidão.
Que condena os próprios irmãos a lutarem por medo ou receio de se verem caindo nas graças do Deus da guerra ou do trovão.
Perdôo todos aqueles que no final se acovardaram e correram ao ver que não haveria troféu ao vencer.
Nas batalhas das mil e uma noites às claras nenhuma das partes conquistara sequer uma medalha.
Nas barricadas estavam poetas conterrâneos de minha terra e do estrangeiro não tão longe.
Alguns se encontravam sós, outros com algum escudeiro.
Em sua maioria eram solitários guerreiros...
Nos campos travaram-se inúmeras batalhas,
Algumas com grandes perdas,
Outras apenas com pequenas palavras de finezas ao vento se perderam...
Apenas um estopim, aceso o pavio não houve um só combatente que não ouviu.
Uma luz forte surgiu.
Aconteceu uma forte explosão seguida de um brusco silencio, um momento.
Uma forte onda de calor tomou-lhes as faces, sabiam que dali pra frente tudo mudaria.
Que naqueles campos não mais se encontrariam.
O suor misturado com as lagrimas cuidaria de semear as novas safras de poesias e canções.
Em novos campos surgiriam sucessores para teus feitos.
Perceberam que das infindáveis guerras nada daria, e a lugares algum chegariam...
Sem água, comida ou terra...
Pelos que sucumbiram diante da vaidade das belas
Pela arrogância dos injustos que vivem presos nas promessas das tele-telas.
Declaro resistência aos sentimentos que condenam os fracos à perdição
Aos que veneram sem ver e amam sem temer o grande irmão.
Ao veneno que ataca os frágeis de pensamentos bons e os pobres de coração.
Guerra declarada aos vampiros que sugam o sangue e rondam a espreita de novas
Vitimas da solidão.
Que condena os próprios irmãos a lutarem por medo ou receio de se verem caindo nas graças do Deus da guerra ou do trovão.
Perdôo todos aqueles que no final se acovardaram e correram ao ver que não haveria troféu ao vencer.
Nas batalhas das mil e uma noites às claras nenhuma das partes conquistara sequer uma medalha.
Nas barricadas estavam poetas conterrâneos de minha terra e do estrangeiro não tão longe.
Alguns se encontravam sós, outros com algum escudeiro.
Em sua maioria eram solitários guerreiros...
Nos campos travaram-se inúmeras batalhas,
Algumas com grandes perdas,
Outras apenas com pequenas palavras de finezas ao vento se perderam...
Apenas um estopim, aceso o pavio não houve um só combatente que não ouviu.
Uma luz forte surgiu.
Aconteceu uma forte explosão seguida de um brusco silencio, um momento.
Uma forte onda de calor tomou-lhes as faces, sabiam que dali pra frente tudo mudaria.
Que naqueles campos não mais se encontrariam.
O suor misturado com as lagrimas cuidaria de semear as novas safras de poesias e canções.
Em novos campos surgiriam sucessores para teus feitos.
Perceberam que das infindáveis guerras nada daria, e a lugares algum chegariam...
quarta-feira, 4 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Uma dança...

Deixe os passos caminharem, e deixeis estes instantes declamarem.
Os poemas ao ver os barcos assim a navegar...
E este ritmo nos levar...
Feche os olhos, dois para lá dois para cá...
Nada é tão mais fácil que dançar.
A vida não passa de uma adolescente irresponsável
Que não quer parar mais de se aventurar...
E se joga nos braços de toda gente
Que a espera com eles abertos sem nem ao menos saber nadar...
E diz:
-Vamos lá queridos, vamos para lá e para cá,
Concedas-me mais esta dança.
Não te acanheis sei que tu também sabes levar bons passos tal como sabes declamar poemas.
Dei-lhe tudo que sabes hoje
Dê-me somente o prazer desta dança...
Todos os amantes de minha saia sabem fazer boas passadas, dois para lá dois para cá...
Vamos lá, vamos lá, nem tudo será sempre assim, nem tudo terminara tão ruim...
Uma dança...
Lembra-te de tua pouca idade?
Nos bailes da escola...
Eu estava lá e te via a tropeçar pelos calcanhares.
Ao ver a moça indecisa passear,
Aquela mesma que arrancava com a mão teu coração...
Donzela que cartas para ti escrevia
Fazia-te desejar durante uma canção com ela dançar.
E que por noites a fio levavas tu a pensar, contemplando o teto a sonhar!
Ao ouvir a bela canção,
Em teu radio relógio de pilhas que sempre lhe enchera de paixão.
Em quantos dias acaba o verão?
Ainda deves durar,
Pois é bom vê-la na rua a passear, e por longos tempos a sorrir e a brincar...
Continue a dançar...
Não há bons motivos para parar.
Esta chuva não demorará a passar...
Adeus Sofia( OUTROS AUTORES)
Diz que não é tarde
Diz que não vai começar
a dizer que já vai
Comece uma frase
e eu te digo outra vez mais:
"Tudo bem... Tanto faz..."
Diz pra mim que vais estar lá
sempre pra me segurar,
se eu deixar que,
me atires rumo ao céu
Me diz, que eu vou acreditar
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Há tanto medo agora
que vamos ver o que restou
após a tempestade...
Tanto se fez perder...
E é tão errado
escolher o deserto
pra ancorar nossas pernas.
Não permitas
que a solidão me seja o fim
ao gritar por teu nome.
Diz que eu vou guardar-te sempre em meu rosto este mesmo olhar
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Comece uma frase Sofia,
qual aquelas que acendiam estrelas
Me deixa uma vez mais
encantado pela voz que vence madrugadas.
Ah, sofrer em teus braços
seria o meu prazer
e viver em mil pedaços
seria tudo pra mim...
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Diz que não vai começar
a dizer que já vai
Comece uma frase
e eu te digo outra vez mais:
"Tudo bem... Tanto faz..."
Diz pra mim que vais estar lá
sempre pra me segurar,
se eu deixar que,
me atires rumo ao céu
Me diz, que eu vou acreditar
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Há tanto medo agora
que vamos ver o que restou
após a tempestade...
Tanto se fez perder...
E é tão errado
escolher o deserto
pra ancorar nossas pernas.
Não permitas
que a solidão me seja o fim
ao gritar por teu nome.
Diz que eu vou guardar-te sempre em meu rosto este mesmo olhar
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Comece uma frase Sofia,
qual aquelas que acendiam estrelas
Me deixa uma vez mais
encantado pela voz que vence madrugadas.
Ah, sofrer em teus braços
seria o meu prazer
e viver em mil pedaços
seria tudo pra mim...
e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Circo, palhaços e picadeiro...
Um filme, um longa metragem.
Onde sempre parece que tudo se finda
Em grandes nuvens de maquiagem
Um ator isto o sou, não ouso das calunias valer-me.
Um mero exemplo de dor, de saudosismo que nos últimos capítulos termina encontrando uma nova cena para encenar, um novo pássaro para ver voar...
No retrato as lagrimas do palhaço, nos pratinhos da festa se encontram o cansaço, nas paredes por toda parte bexigas que se estouraram uma a uma. E teu colorido agora se mistura com o cinza vindo da rua.
Que majestoso cenário este aqui, cenas extraordinárias foram gravadas ali...
Épicos de amor e de dor...
Bem diante de meu nariz...Ruborizado, parece até que durara um centenário, uma inocente criança me diz...
A cada série de anos dourados um novo final feliz, a cada verão uma nova cicatriz...
Para seu jovem e sempre eterno aprendiz..
Nas fotografias não só restaram esperanças, mas também ali ficaram lembranças,
Porém o passar do tempo as destrói e o que nos sobra são apenas pequenas memórias de tempos gloriosos de grandes luzes e cenas mágicas em que mal conseguíamos dormir esperando a próxima apresentação...
Do Mágico que fazia lindos versos com as palavras,
O Palhaço rei do picadeiro, brincalhão que tocava pandeiro...
Só pra ver moça bonita sorrir...
Ou o equilibrista que sempre procurava se manter em pé diante das poucas palavras de fé, de que amanhã teria outro espetáculo para tu se apresentar...
Agora durante o dia teremos no picadeiro o canto dos pássaros no reinando do sol, à noite à luz da tela teremos o canto dos rancorosos e as lamurias dos sonâmbulos...
Rufem os tambores o circo se vai porque o poeta aqui cai em doenças de aceleramento indevido do coração, doença de gelado no estomago quase vazio, porque tua boca não sente sede nem do quente nem do frio...
Pobre do órgão comida nunca mais viu.
Em meio aos livros se abstrai,
Para outras terras este circo se vai
Ele diz ir buscar menor sofrimento ao tentar,
Assim entender a razão de viver...
E o circo segue andando, e cantando assim...Vou rezar pra este domingo não chover...LAlaLAlA...
Onde sempre parece que tudo se finda
Em grandes nuvens de maquiagem
Um ator isto o sou, não ouso das calunias valer-me.
Um mero exemplo de dor, de saudosismo que nos últimos capítulos termina encontrando uma nova cena para encenar, um novo pássaro para ver voar...
No retrato as lagrimas do palhaço, nos pratinhos da festa se encontram o cansaço, nas paredes por toda parte bexigas que se estouraram uma a uma. E teu colorido agora se mistura com o cinza vindo da rua.
Que majestoso cenário este aqui, cenas extraordinárias foram gravadas ali...
Épicos de amor e de dor...
Bem diante de meu nariz...Ruborizado, parece até que durara um centenário, uma inocente criança me diz...
A cada série de anos dourados um novo final feliz, a cada verão uma nova cicatriz...
Para seu jovem e sempre eterno aprendiz..
Nas fotografias não só restaram esperanças, mas também ali ficaram lembranças,
Porém o passar do tempo as destrói e o que nos sobra são apenas pequenas memórias de tempos gloriosos de grandes luzes e cenas mágicas em que mal conseguíamos dormir esperando a próxima apresentação...
Do Mágico que fazia lindos versos com as palavras,
O Palhaço rei do picadeiro, brincalhão que tocava pandeiro...
Só pra ver moça bonita sorrir...
Ou o equilibrista que sempre procurava se manter em pé diante das poucas palavras de fé, de que amanhã teria outro espetáculo para tu se apresentar...
Agora durante o dia teremos no picadeiro o canto dos pássaros no reinando do sol, à noite à luz da tela teremos o canto dos rancorosos e as lamurias dos sonâmbulos...
Rufem os tambores o circo se vai porque o poeta aqui cai em doenças de aceleramento indevido do coração, doença de gelado no estomago quase vazio, porque tua boca não sente sede nem do quente nem do frio...
Pobre do órgão comida nunca mais viu.
Em meio aos livros se abstrai,
Para outras terras este circo se vai
Ele diz ir buscar menor sofrimento ao tentar,
Assim entender a razão de viver...
E o circo segue andando, e cantando assim...Vou rezar pra este domingo não chover...LAlaLAlA...
domingo, 1 de março de 2009
ESCADAS *
Longe demais dos degraus que sempre levaram de bom grado estes pés,
Não é virtude não saber mais da rota certa, nem caminhar na direção contrária.
O tempo, senhor dos nossos passos fez o favor de nos mudar, de transformar o sertão em mar.
De colocar as lagrimas nos lugares antes ocupado pelas palavras que tanto vós agradava...
Levou a seca pra dentro daqui, hoje o sertão esta bem assim...
Sem depender de sol ou chuva, esta feliz e contente sim.
Hoje o sertão não quer sair, hoje o sertão quer a solidão, nem se preocupa mais com solução.
Não quer falar não, sobre os versos versados embaixo de chuva, sob os raios dos risos, sob as luzes da lua...
Não voltes a procurar sentido e razão em estar sempre assim a poetizar nas noites quentes deste verão...
Não é virtude não saber mais da rota certa, nem caminhar na direção contrária.
O tempo, senhor dos nossos passos fez o favor de nos mudar, de transformar o sertão em mar.
De colocar as lagrimas nos lugares antes ocupado pelas palavras que tanto vós agradava...
Levou a seca pra dentro daqui, hoje o sertão esta bem assim...
Sem depender de sol ou chuva, esta feliz e contente sim.
Hoje o sertão não quer sair, hoje o sertão quer a solidão, nem se preocupa mais com solução.
Não quer falar não, sobre os versos versados embaixo de chuva, sob os raios dos risos, sob as luzes da lua...
Não voltes a procurar sentido e razão em estar sempre assim a poetizar nas noites quentes deste verão...
Cavalo de madeira
...Hoje escrevi poemas a cavalgar, mas os ventos fortes os fizeram voar...Então eu os deixei lá na rua sob a luz da lua, guardado com o segredo das estrelas que balbuciavam alguma canção diferente, uma canção nova que por vezes atraíram olhar de muita gente que ali passavam, passeavam, ou que ali morada faziam.
“Este poema fala de mim...”.
Diziam ali os que ouviam elas cantarolando assim.
E mesmo a cavalgar me sentia inclinado a contemplar teu modo diferente de dançar...
“-Não mais noites a fio a cantar, a palavrear por ali vi poetas a estar, talvez o calor os faça pensar em nada falar, pode ser que ali não mais a ansiedade deva morar“.
“Este poema fala de mim...”.
Diziam ali os que ouviam elas cantarolando assim.
E mesmo a cavalgar me sentia inclinado a contemplar teu modo diferente de dançar...
“-Não mais noites a fio a cantar, a palavrear por ali vi poetas a estar, talvez o calor os faça pensar em nada falar, pode ser que ali não mais a ansiedade deva morar“.
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