sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Rua

Vaidosa, ruidosa, simples e fria...
Incansável, de sol a sol esta lá.
Plantada a espera de um novo camarada
De uma nova passeata, sempre imóvel.
És vingativa, porem abriga aos mortos e aos vivos.
Canta comigo, canta com o mendigo e contigo também.
Não se importa para onde tu vais, nem se voltara, não se importa com ninguém...
És uma ingrata sim, nunca sorri, aparta brigas, e suicidas.
Não se importa com a cor da tez, se você fala português ou inglês.
Ela é assim luxuriosa quando quer, de quebrada, de esquina, nas entrelinhas de tua vida.
Entre suas veias abertas esta o caos, a ansiedade da massa, a falsa razão humana.
Janelas entre abertas, portas e tramelas, fazem parte do circo de teus amores e de teus horrores...Ela é assim, observadora do começo ao fim, seu nome ninguém sabe a cada momento e a cada tormenta a cada troca de roupa ou nua, dentre teus vários títulos, prefiro chamá-la de rua!