domingo, 15 de fevereiro de 2009
O declínio.
O declínio é o primeiro passo para a subida, subida esta que dará no teu melhor, para dentro de si mesmo, para a superação do imóvel. Alguns valores se desprenderão de ti durante a queda, a compaixão, o rancor, às esperanças... Enfim nunca tenha compaixão daqueles que caem, eles também crescem durante a queda, estais pronto para alcançar teu melhor? Deixeis as angustias caírem durante a descida, a dor ajudará na transição e justificara todo o mal que passarás no tombo. E a quem encontrará no final da colina? A ti mesmo, serás outro é claro, este teu outro será maior, terá asas e voara como o livre pássaro, terá pés e correras para longe da ignorância dos tímidos e mãos para da terra arrancar teu alimento, uma cabeça não mais para carregar frondosos capacetes de guerra ou chapéus de fino trato de linho ou veludo usarás a cabeça para pensar. Terá olhos e não verá. Este outro de ti irá enxergar e não mais apenas ver, Tu terá ouvidos, mas não escutará, ira ouvir como nunca fizera antes. Terá boca e não falarás, somente pronunciaras o cabível, aprendera na queda a calar-se enquanto se pensas e não mais usara as orelhas para transbordar as palavras sujas e profanadoras de antes. Encontrando-se a ti mesmo mate teu antigo, mate o mal pela raiz, deixe na queda toda a falsa vida, a falsa ética, o descabido palavreado que aprendeu desnecessariamente sendo que apenas poucas palavras já fariam de ti grande filósofo. Mas enterre as sobras, pois algum animal desprovido de razão pode ingerir teu mal, tuas sobras, que com toda certeza se envenenará com o teu desnecessário...