As gotas da chuva que caem como fogo derrama da fronte os aspectos noviços...
Inigualável artifício... Deixaram resquícios... Deixarão abismos.
Na chuva das lembranças caminharas só, na noite das magoas e dos tempos perdidos em esquinas sem sentido sob as luzes das estrelas que assobiam os medos em tua garganta... Levanta-te pra ganhar as moedas que paga o pão daqueles que o teto guarda sem noção do que acontece a ti...
Ela chora enquanto dança, o escuro grita: -“ Esta perdida sofrendo arrependida de estar à venda a carne velha e abatida”
Noites mal dormidas, o corpo mostra as marcas dos venenos indevidos, nas olheiras encontram a sorte de ainda caminhar ferida... Hoje é dia de cantar amores, dia dos roucos, as gotas que soam como tambores, dará valor aos loucos, ao lado dos que não brindam...