domingo, 15 de fevereiro de 2009

Chuva

As gotas da chuva que caem como fogo derrama da fronte os aspectos noviços...
Inigualável artifício... Deixaram resquícios... Deixarão abismos.
Na chuva das lembranças caminharas só, na noite das magoas e dos tempos perdidos em esquinas sem sentido sob as luzes das estrelas que assobiam os medos em tua garganta... Levanta-te pra ganhar as moedas que paga o pão daqueles que o teto guarda sem noção do que acontece a ti...
Ela chora enquanto dança, o escuro grita: -“ Esta perdida sofrendo arrependida de estar à venda a carne velha e abatida”
Noites mal dormidas, o corpo mostra as marcas dos venenos indevidos, nas olheiras encontram a sorte de ainda caminhar ferida... Hoje é dia de cantar amores, dia dos roucos, as gotas que soam como tambores, dará valor aos loucos, ao lado dos que não brindam...